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Category: Esporte

Futebol Profissional no DF

O Distrito Federal tem muitos estádios. Tem um dos maiores do Brasil o Estádio Nacional Mané Garrincha. Ele 02 muitos jogos da Série A do Campeonato Nacional. Jogos que contam com grandes times da Série A, nenhum do DF.

A população torce para os grandes clubes do Rio de Janeiro, como Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense; para os clubes de São Paulo, como Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Ponte Preta, Grêmio e Internacional do Rio Grande do Sul, Cruzeiro e Atlético de Minas Gerais e tantos outros.

A vinda desses times a Brasília é garantia de estádio cheio. Jogam aqui como se jogassem em casa. Durante a reforma do Maracanã o Flamengo fez do Estádio Nacional Mané Garrincha a sua sede, com garantia de público igual ou maior que no Rio.

Considerando a população do Entorno, que trabalha no Distrito Federal e aqui se diverte temos uma população equivalente à décima terceira entre as dos estados brasileiros. Assim pode-se dizer que há uma população que permite garantir público para as partidas de futebol. Esse público se faz presente quando os times de fora aqui jogam.

Temos o Estádio Nacional no Plano Piloto, mas temos também estádios no Gama, em Taguatinga, na Ceilândia, em Sobradinho, no Guará, Núcleo Bandeirante, Planaltina no DF e no Entorno há estádios em várias daquelas cidades. Isso demonstra que não faltam arenas para o esporte preferido dos brasileiros.

Alguns times do DF já estiveram na Série B do Campeonato Nacional. Neste ano de 2017 não teremos nenhum nem na Série C. A participação do DF, em certames nacionais, estará restrita ao Luziânia e ao Ceilândia na Copa do Brasil que reúne os grandes clubes nacionais e os campeões e o vices dos estados.

Em dado momento Zico, a grande estrela do Flamengo e da Seleção Brasileira, já investido da roupagem de cartola, fundou um clube em Brasília o CFZ, uma promessa de que o futebol profissional iria tomar corpo. Mas isso não aconteceu.

Não creio que o esporte tampouco tenha deixado de crescer por falta de talentos, basta lembrar do Cacá assim como outros que saíram daqui para jogar em grandes clubes de todo o mundo. Parece que a estrutura dos clubes e de sua federação pode ser a causa da falta de identidade entre eles e os torcedores. Não há empatia entre clubes e torcedores.

Autódromo e a Cidade

O Autódromo de Brasília, assim como o Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade e o Heliporto ao lado da Torre de TV foram objeto de licitação sob o regime de concessão de uso nos anos 90. Nos três certames apenas um interessado concorreu a cada um dos espaços licitados.

À época houve denúncias de favorecimento aos empresários vencedores, denúncias estas não comprovadas. As denúncias partiram, segundo publicações, da indústria da construção civil que via no modelo de concessão um perigoso precedente.

Como é do conhecimento de todos, as três experiências de transferência de gestão daqueles espaços “deram com os burros n’agua”, como diz o dito popular. Depois de alguns anos, todos, sem exceção, os devolveram ao governo do Distrito Federal.

Próximo à devolução as empresas deixaram de fazer a manutenção dos espaços. Passados os primeiros meses com promessas de grandes eventos e realizações o que se viu foi o esvaziamento dos espaços, com redução das programações até, no caso do autódromo, a paralização total das atividades.

A privatizações se deram a partir do pressuposto de que o governo local deixaria de ter os custos de manutenção além de uma expectativa de recebimento de parte das receitas conforme noticiado na época.

Em verdade os empresários nada investiram. As primeiras promoções, especialmente no caso do autódromo, tinham caráter de novidade e de fato geraram público. Passado algum tempo todos aqueles espaços licitados foram perdendo público e acabaram abandonados pelos empresários.

Os argumentos usados agora pelo governo para licitar espaços como o autódromo se aproximam bastante daqueles defendidos pelo governo dos anos 95/98. Os empresários teriam maior flexibilidade para contratar serviços assim como para promover os eventos, diretamente ou alugando a terceiros.

O que se percebe é que os interesses dos empresários nem sempre coincidem com os da população. Aqueles buscam maximizar os lucros. Seus negócios tendem a privilegiar as relações de suas empresas com outros. Quando há choque de interesses eles optam pelo lucro. Temo que mais uma vez tenhamos que conviver com experiências que fracassaram no passado.13

Notas do IDEB no Distrito Federal

As crianças e jovens, filhos das primeiras famílias de operários e servidores que chegaram a Brasília em 1957, passaram a ser preocupação para o médico Ernesto Silva, Diretor do Departamento de Educação e Difusão Cultural da Nova Capital.

Ernesto Silva buscou no educador Anísio Teixeira, então diretor do INEP, a orientação para o desenvolvimento do sistema escolar da Nova Capital do Brasil. Em 1961 foi publicado na Revista de Estudos Pedagógicos o Plano de Construções Escolares de Brasília.

Aquele Plano, segundo seu autor, Anísio Teixeira, obedecia ao propósito de abrir oportunidade para a Capital Federal oferecer um conjunto de escolas que pudesse constituir exemplo e demonstração para o sistema educacional do país.

Durante os primeiros anos, Brasília, de fato, pôde ser exemplo. Com o passar do tempo e com a pouca vontade política com a educação, com poucos recursos para o ensino, sua qualidade foi caindo, resultado de gestões calamitosas. As escolas que até então eram construídas a partir de projetos de arquitetos renomados, passaram a ser feitas de lata, em total desrespeito às crianças e aos educadores.

As escolas de lata foram substituídas, mas a preocupação com o ensino público foi arrefecendo. A qualidade do ensino decresceu e as escolas públicas foram sendo abandonadas pelas famílias de classe média alta. A exemplo disso, as escolas de Ensino Fundamental do Lago Norte atendem, na quase totalidade, aos moradores do Varjão. Mesmo no Plano Piloto algumas escolas atendem alunos de Cidades Satélites.

A publicação dos índices do IDEB serviu de alerta para a perda de qualidade do ensino que um dia pretendeu ser exemplo para o país. Uma breve olhada na distribuição das notas nos mostra que as escolas do Plano Piloto, melhor equipadas alcançaram os melhores índices. Quanto mais carente de apoio e de recursos é a escola, piores são as suas notas. Essa situação penaliza os jovens da periferia a receberem uma formação desigual.

As notas da escolas particulares, onde se refugiam as famílias de classe média, têm segundo os especialistas, seus índices mascarados. A prova não é feita por todos os alunos, somente por aqueles indicados pelas direções daquelas escolas. Assim, parece que seu rendimento é melhor. A educação de qualidade é pressuposto para o desenvolvimento do país. As escolas não podem ser negligenciadas.