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Monthly Archives: julho 2016

Governos Municipais e Eleições

Desde o dia 2 de julho último, entramos em processo eleitoral nos 5.570 municípios brasileiros. Em 90 dias, a partir daquela data, serão eleitos prefeitos e vereadores. Em 145 daqueles municípios poderá ocorrer segundo turno, caso o candidato mais votado não alcance mais de 50% do votos válidos no primeiro turno que ocorrerá em 2 de outubro.

Em geral as eleições municipais são pautadas por questões específicas de melhoria dos serviços prestados à população. Em pequenas cidades, de características rurais, onde a maioria da população vive no campo ou está relacionada às atividades rurais, a conservação das estradas vicinais tomam importância significativa.

Os serviços municipais de educação são avaliados por todos, sejam moradores de pequenos, médios ou grandes municípios. A quantidade das escolas, sua proximidade dos locais de moradia, o número de vagas são parâmetros de avaliação da gestão municipal e dos compromissos dos candidatos.

O eleitor avaliará as propostas de saúde pública, o atendimento médico acessível, a possibilidade de obter uma consulta ou um exame em prazo razoável, existência de pronto atendimento e a possibilidade de atendimento cirúrgico assim como atendimento pediátrico e obstétrico.

A qualidade das vias na administração em curso sempre pesa na avaliação do governo. A população tende a rejeitar aqueles que deixam as vias esburacadas e não fazem sua manutenção. Também rejeita os que não pavimentam as ruas, deixando-as empoeiradas ou lamacentas e irregulares.

Em cidades maiores, onde a distância da moradia ao local de trabalho, lazer ou estudos é grande e os moradores dependem de transporte público ou da fluidez do trânsito para exercer suas atividades, há tendência a considerar esse serviço na avaliação da gestão municipal, em raras exceções, positivamente.

As eleições municipais diferem das nacionais pela proximidade dos candidatos com os eleitores, o que os levam a conhecer suas qualidades e fraquezas. Há o comportamento partidário apaixonado que contrapõe os grupos. Quem apoia um partido não vota em candidato de outro. Neste ano atípico, com o desgaste moral de todos, sem financiamento de empresas, os candidatos terão que se desdobrar para buscar votos.

Paixão Pelas Árvores

Os textos do relatório do projeto do Plano Piloto de Brasília, apresentado pelo urbanista Lúcio Costa, contém várias passagens onde seu autor se refere às áreas “densamente arborizadas”. E foi assim que a cidade foi construída: com esmero. Houve até uma quadra, a SQS 308 Sul que recebeu um projeto de Burle Marx, que implantado ainda apresenta vestígios dos trabalhos concluídos em 1962 para ser uma quadra modelo.

Essa preocupação foi incorporada pelos habitantes da cidade, antigos e novos. Assim surgiram, a posteriori, os Parques da Cidade, de Olhos D’Agua e o Burle Marx, que fica próximo do Setor Noroeste e ainda não foi implantado. Há também o Jardim Botânico, o Parque Nacional e o Jardim Zoológico.

O final do outono traz a floração dos ipês que se estende até o início da primavera começando com a explosão de cores do ipê roxo, seguido pelo amarelo, o branco e ao final, já próximo do início da temporada das chuvas, os ipês rosa.

Chovem postagens nas redes sociais de pessoas posando tendo como cenários os ipês floridos. São registros para guardar por mais tempo as floradas, naturalmente de breve duração, quando não vítimas dos periquitos que se alimentam do pecíolo das flores, a parte mais macia das pétalas e jogam abaixo os restante.

Durante um bom tempo, a poda ou a remoção de uma árvore dependia de autorização específica. Moradores diziam ser o processo de autorização de poda muito burocrático.

Em junho de 1993 o Governo do Distrito Federal baixou o Decreto nº 14.783 que dispõe sobre o tombamento das espécies arbóreo-arbustivas e dá outras providências.

O Decreto procedeu o tombamento como Patrimônio Ecológico do Distrito Federal das seguintes espécies: copaíba, sucupira, pequi, cagaita, buriti, gomeira, pau-doce, aroeira, embiruçu, perobas e ipês. Além do tombamento destas, estabeleceu que os espécimes arbóreo-arbustivo (sic) nativas ou exóticas raras, de expressão histórica, excepcional beleza ou raridade, em terrenos com declividade superior a 20% e as localizadas em áreas de preservação permanente ficam imunes ao corte.

Vemos esse patrimônio arbóreo sumir a cada dia. Espécimes removidos em razão de obras não são repostos. Em toda quadra encontramos árvores mortas em razão de poda radical. É impossível encontrar uma árvore que não tenha sido mutilada por cortes indiscriminados. Esse patrimônio está sendo destruído por quem deveria protegê-lo.

Inovação que Altera a Rotina

Revendo o livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou o filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin, os livros de Isaac Asimov e de Júlio Verne; contrapondo-os às constantes inovações que estamos vivenciando a cada dia, podemos dizer que as antevisões do futuro daqueles autores eram bem modestas.

É verdade que nossos automóveis ainda usam os motores a explosão criados no final do século XIX, os trens e metrôs usam o mesmo princípio da ferrovia criada no século XVIII, correndo sobre trilhos de aço apoiados em dormentes ainda de madeira, os aviões ainda usam os mesmos princípios do 14-biz criado por Santos Dumont no início do século XX.

São as coisas que aparentam menores que têm provocado mudanças no cotidiano. Os avanços nas comunicações, novas tecnologias da informação tornaram obsoletos em curto prazo o telex, o fax, o telégrafo, as cartas e outras formas de comunicação.

A introdução dos aplicativos para o serviço de táxi parece definitiva, ainda que necessite de regulamentação. O conforto de chamar o táxi pelo aplicativo, receber as informações sobre o veículo, o condutor, a viagem e a comodidade de pagar com o cartão leva a população a preferir esse serviço. Também se consolida a forma de contratar hospedagem por aplicativo, diretamente entre o dono do imóvel e o hóspede.

A maior mudança pode estar acontecendo sem que se perceba. É possível prever que papel moeda e as próprias moedas deixem de ser usadas como meio de pagamento nos próximos 5 anos. Dias atrás uma senhora vendia palhetas do limpador de para-brisa. Ela as ofereceu e eu aleguei que só tinha cartão. Imediatamente ela trouxe uma máquina o que permitiu a venda.

Eu participava de curso sobre cartões oferecido pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e ouvimos o relato de alguém que havia estado em Tóquio recentemente e que afirmou que pagava as despesas com um aplicativo instalado em um relógio. Ao usar o metrô o aplicativo pagava a passagem sem sua intervenção.

Isso nos leva ao próximo passo. Provavelmente, nos próximos 5 anos até mesmo os cartões deixem de ser meio de pagamentos e eles passem a ser feitos por aplicativos instalados em equipamentos móveis. As pessoas já não vão às agências de bancos e não vão precisar de caixas eletrônicos. Tudo será dado por um click armazenado na nuvem.