Skip to Content

A Cidade e sua Vivência
archive

Monthly Archives: dezembro 2012

A EPTG a Linha Verde e Águas Claras

O metrô foi projetado para atender a maior concentração populacional situada a Sudoeste do Distrito Federal. Assim Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e Guará teriam no transporte de massa a solução para o deslocamento de suas populações para Brasília, onde se concentra a maioria das atividades do Distrito Federal.

As linhas foram implantadas, mas o número de trens postos a operar foi insuficiente. A capacidade daquele sistema é tão pequena que os moradores de Águas Claras ou do Guará não conseguem embarcar nos carros, que estão sempre superlotados.

Ao invés de investir na ampliação do sistema de transporte de massa, como acontece em todas as grandes cidades dos países desenvolvidos, o Governo do Distrito Federal optou por ampliar a capacidade operacional de uma linha de transporte coletivo por ônibus que corre paralela ao metrô, que foi denominada “Linha Verde”.

Essa linha sofre de sérios problemas de concepção. Sua sinalização é sofrível, quando não inexistente, o traçado é cheio de equívocos. A faixa exclusiva de ônibus foi posta na faixa à esquerda da via o que implica em construir ônibus especiais, o que não foi possível até o momento.

Como as estações de embarque ficam no canteiro central de uma via expressa, o embarque só é acessível pelas passarelas que são evitadas pelas pessoas. Pode-se prever, pelo histórico de situações semelhantes, que ocorrerão inúmeros atropelamentos nas cercanias dos pontos de embarque.

Dada a incapacidade em atender as populações lindeiras pelo metrô e a péssima qualidade do transporte por ônibus, resta às pessoas viajarem de automóveis em vias congestionadas. A população sai de Águas Claras em automóveis têm apenas duas vias, as duas desembocam na Linha Verde e ambas com insuperáveis conflitos com o fluxo que vem de Taguatinga e Vicente Pires. Difícil chegar ao trabalho com bom humor depois de enfrentar tal situação conflituosa.

Ensino Fundamental e Provas

No inicio da década de 90, o Governo do Rio de Janeiro convidou algumas pessoas interessadas, entre os quais eu estava, a conhecer os Centros Integrados de Educação Pública – CIEPs. As escolas impressionavam pela arquitetura e pela proposta pedagógica.

Muitos entendiam que não era correto fazer palácios para abrigar escola pública. Oscar Niemeyer, no entanto, demonstrou que a manutenção daquela escola custaria menos que o despendido com as escolas baratas e de má qualidade.

A nova escola inovava em muitos aspectos. O turno integral recebia a criança com um desjejum antes de iniciar as aulas. Além do lanche durante o recreio, as crianças almoçavam na escola. Após o almoço atividades artísticas, esportivas, culturais e, principalmente o reforço em matérias nas quais o aluno tinha dificuldades. Antes de voltar para casa, o aluno tomava banho e lanche.

Lembro-me de ter me surpreendido com a afirmação da apresentadora do projeto de que nos CIEPs não havia reprovação. Eu já acumulava uma experiência em docência e de pronto não me apercebi do alcance daquele tratamento ao ensino.

Em uma sala de 30 alunos o(a) professor(a) tem dificuldade em acompanhar cada um deles. Em geral as tarefas de casa deveriam reforçar o aprendizado especialmente se contasse com a ajuda de familiares. Hoje todos trabalham fora e muitas famílias não têm a escolaridade necessária para acompanhar os estudos do(a) filho(a).

O aluno pode ser aplicado em todo o currículo, mas pode estar defasado em uma, duas ou três matérias. Caso tenha que repetir o ano ficará desinteressado, será dispersivo e desatento nas aulas.Perderá um ano de sua vida. Uma vaga perder-se-á.

O custo do reforço escolar comparado com o custo da repetência é muito pequeno, tanto financeiro, quanto social. A reprovação não tem qualquer sentido pedagógico, não eleva a qualidade do ensino nem avalia o conhecimento dos alunos.

Eixão Tesourinhas e Agulhinhas

Finalmente a movimentação de máquinas junto às quadras 5/6 e 9/10 no Eixão Norte e 5/6, 9/10 e 13/14 no Eixão Sul fizeram sentido. As passagens de pedestres sob o Eixão foram alongadas, mas até aí não era possível vislumbrar em que resultaria aquele trabalho. Então foram fincadas estacas marcando a implantação de acessos ao Eixão.

É verdade que existe, há muito tempo, acesso ao Eixão na 13/14 Norte, tanto para as quadras 113/114 quanto para as 213/214 e também nas 115/116. Esses acessos são usados pelos moradores do Lago Norte Sobradinho, Planaltina, Varjão, MLI e por todos os aglomerados urbanos situados ao Norte. Servem para entrar ou sair do Eixão.

O Eixão Sul tem, na altura das quadras 10/11 duas passagens sob aquela via. Aquele situado entre a 110 e 210 permite a quem está no Eixão, sentido Sul retorne para o centro, sentido Norte, ou tome o Eixinho Leste mantendo o sentido Sul; permite também àqueles que seguem no Eixinho Oeste, sentido Norte, retornem para o Sul usando o Eixinho Leste, ou que passem para o Eixão mantendo o sentido Norte.

O outro, entre as quadras 111/211 é um rebatimento do primeiro. Permite o retorno de quem segue sentido Norte no Eixão e voltar sentido Sul ou que passe para o Eixinho Oeste mantendo o sentido Norte; permite a quem vai pelo Eixinho Leste sentido Sul passar para o Eixão mantendo o sentido Sul ou retornar para o centro, tomando o sentido Norte via Eixinho Oeste.

A implantação desses acessos deve facilitar para pessoas que façam rotas específicas, mas no geral não deve ter grande influência nos congestionamentos de inicio e final de jornada de trabalho ou escolar. Pode-se prever um aumento dos fluxos no Eixão.

O sitio oficial do GDF chama os acessos de “Agulhinhas” um neologismo no plano viário da cidade. Preocupa que à falta de um planejamento abrangente e de longo prazo, as obras acabem na justiça, uma vez que GDF, IPHAN e Ministério Público sempre discordam. Os custos aumentam, as obras tardam e a cidade é prejudicada.

Salão da Acessibilidade Ainda Hoje

Durante a abertura do 2º Salão da Acessibilidade, Recuperação e Inclusão Social a médica Ilza Queiroz, primeira-dama do Distrito Federal, presente ao evento, chamou a atenção pela descontração e informalidade ao visitar alguns expositores. Interessada, quis saber o que cada um trazia e, quando solicitada, atendeu a todos com atenção e simplicidade.

Na programação do Salão, para esta quarta-feira, constam diversas atividades. Às 10 horas haverá um debate sobre acessibilidade coordenado pelos Defensores Públicos Federais Alexandre Mendes Lima de Oliveira e Eduardo Nunes de Morais.

Durante todo o dia, alunos do curso de Pedagogia da Faculdade Icesp apresentarão materiais didático-pedagógicos adaptados para o ensino especial. À 14 horas o Subsecretário de Economia Solidária, Afonso Magalhães, apresentará um Painel sobre Economia Solidária.

Serão ministrados cursos: Planejamento de Negócios Gestão de Negócios Solidários e Negócios Artísticos e Criativos. Durante o dia serão realizadas várias oficinas. Haverá jogos, atividades esportivas e até uma tirolesa e um muro de escalada.

Serão executadas atividades de saúde com exames preventivos da saúde da mulher, hemograma completo e atendimento odontológico. Às 19 horas haverá um show/Animação da Banda Surdudum e Baião de 2.

O propósito do Salão é chamar a atenção da sociedade para a responsabilidade de todos para o apoio, a educação a formação, qualificação, acessibilidade, reabilitação e a inclusão social das pessoas com deficiência.

Hoje é universalmente aceito que cabe ao estado prover a educação a toda a população. Compreende-se que as questões relativas às pessoas com deficiência também são dever do estado. Só assim a inclusão poderá ser universal, só assim estas pessoas poderão participar do convívio social e contribuir para o próprio desenvolvimento do país.