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Monthly Archives: julho 2012

Ciclovias Serpenteiam Entre as Árvores

Em 22 de fevereiro de 2011 o Ministério Público enviou documento ao Governo do Distrito Federal contendo recomendações a propósito do Sistema Cicloviário do Distrito Federal onde a principal delas era a implantação de ciclovias nas diversas cidades.

Há obras de implantação de ciclovias entre a 409 e o final da Asa Sul. As obras na Asa Norte vão da Esplanada dos Ministérios até as quadras 406 e 206. É de se supor que as obras se estenderão do inicio ao final das Asas Sul e Norte passando pelas quadras 200 e 400 e cruzando a Esplanada dos Ministérios. Os serviços, que formam iniciados em trechos isolados, de uma hora para outra foram interrompidos.

O traçado da ciclovia dá a entender que não houve projeto executivo. Percebe-se que há diretrizes que norteiam sua implantação. Tudo indica que nenhuma árvore ou arbusto foi removido. A ciclovia serpenteia entre as árvores e arbustos desviando-se de cada uma.

Onde é possível a ciclovia é implantada em paralelo ás calçadas, onde não há espaço a ciclovia ocupa o lugar das calçadas antes existentes, levando a entender que naqueles trechos o uso será compartilhado pelas bicicletas e pelos pedestres.

Nos trechos implantados a ciclovia se apresenta com um piso apenas sarrafeado no sentido transversal ao seu eixo. Com isso o piso apresenta-se sem acabamento, áspero e corrugado. Imagino que para os carrinhos de bebê e para as cadeiras de rodas aquele acabamento irá provocar forte trepidação causando muito desconforto.

O processo construtivo, utilizando máquinas pesadas, próprias para obras de rodovias e por consequência inadequadas para o meio urbano, causou transtorno de toda ordem. Cabos de dados foram arrancados, redes de esgoto foram rompidas, calçadas adjacentes foram quebradas. As ciclovias por certo levarão muitas pessoas a utilizá-las em substituição aos automóveis, mas alguns cuidados deveriam ser tomados. Máquinas de menor porte e a preservação dos benefícios existentes reduziriam os impactos negativos das obras permitindo computar apenas seus benefícios.

Velhas Práticas na Saúde

Dona Lia é hipertensa, usa medicação controlada e, por sua renda, tem acesso à farmácia popular que distribui remédios, de uso continuo, gratuitamente. A exigência para obter de graça os remédios para hipertensão e para diabetes é a apresentação de um documento com foto, o CPF e a receita médica.

A distribuição de medicamentos é um programa federal. Há, em todo o país, 15 mil farmácias conveniadas. São distribuídos 24 tipos de remédios para hipertensão, asma, diabetes, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de fraldas geriátricas.

Dona Lia é usuária do sistema de saúde do Distrito Federal, inscrita em um Posto de Saúde, onde mantém prontuário e onde foi diagnosticada como hipertensa. Para obter a medicação de uso continuo ela deve fazer consultas periódicas naquele Posto de Saúde.

Para marcar uma consulta ou exame ela deve se dirigir ao Posto de Saúde na madrugada de um dos dias indicados para o atendimento e disputar uma senha. Caso ela não obtenha a senha ficará sem a consulta e sem a medicação. Dona Lia já foi ao posto mais de uma vez e não obteve a senha. As senhas são poucas, as Lias muitas.

A Secretaria de Saúde em mais de uma oportunidade anunciou a criação de um sistema de marcação de consultas pelo telefone. Também anunciou a criação de cartão único contendo o histórico médico do paciente de forma a tornar mais efetivas as consultas.

A marcação de consultas e exames por senha provoca a redução de pessoas nos Postos de Saúde. Quem não obtém a senha não irá ao Posto e, portanto, não será demanda reprimida. A própria exigência da senha, só obtida para quem chega de madrugada, exclui muitos, que por algum motivo, chegam depois dos primeiros.

Sabe-se que a saúde no Distrito Federal foi vítima durante muitos anos de desmandos e condutas condenáveis, mas não é admissível que tais práticas ainda se mantenham. O acesso à saúde é um direito. O Distrito Federal não pode desfazer políticas federais criando barreiras ao seu acesso.

Turismo Exige Cidade Preparada

O Brasil vem recebendo, cada vez mais, turistas de todo o mundo. Segundo o Ministério do Turismo, o número de estrangeiros que aqui vieram em 2011, soma mais de 5,4 milhões. Trata-se de um número modesto se comparado com a França, que em 2010 recebeu 76.8 milhões, com os Estados Unidos que recebeu 60,88 milhões e com a China onde 55,66 milhões passaram por lá uma noite, segundo a Organização Mundial de Turismo das Nações Unidas. O turismo é uma das atividades que mais gera renda e trabalho.

O crescimento do número de turistas no Brasil e, em especial, em Brasília se deve a grande exposição do Brasil no exterior a partir de sua escolha para sede da Copa do Mundo de Futebol e das Olimpíadas. Nos últimos tempos temos visto as autoridades exortarem os profissionais de serviços a se prepararem para receber os turistas que virão na Copa das Confederações e na Copa do Mundo.

Parte da preparação para receber os visitantes cabe ao poder público. Não só ao executivo, responsável por implementar as obras, mas também aos demais poderes que devem evitar criar embaraços às obras quando as questões não forem relevantes.

Brasília não terminou ainda as obras projetadas para receber os turistas, vide o VLT. O transporte coletivo como um todo é uma calamidade. A Rodoviária do Plano Piloto, uma das obras mais importantes de Lucio Costa, dá medo a quem nela se aventura.

Por outro lado, as calçadas próximas aos principais locais de visitação não têm manutenção ou são inexistentes. Não há sinalização na cidade. Os restos existentes são de um projeto dos anos 70, e têm recebido péssima manutenção.

Turistas não andam de carro. Andam a pé ou de transporte coletivo. Preparemo-nos para recebê-los agora e em datas posteriores. Que eles voltem para sua origem falando bem de Brasília e indicando para os amigos como um local agradável e instigante. Assim garantiremos os empregos gerados durantes os eventos esportivos.

Escorpiões Aranhas e Cobras no DF

Alguns animais, insetos e outros seres se adaptaram ao meio urbano e coabitam nas cidades. Entre eles, os escorpiões têm aumentado o número de acidentes causados. Segundo o Ministério da Saúde, o número de casos no DF aumentou entre 2007 a 2009, passando de 125 para 210.

O pesquisador da Faculdade de Ciências da Saúde Fagner Neves, informa que três espécies de escorpiões viviam em Brasília desde sua inauguração, o Bothriurus araguayae, o Tityus fasciolatus e o Ananteris balzanii. Em meados da década de 70, o nicho ecológico do Tityus fasciolatus passou a ser ocupado pelo Titys serrulatus, um escorpião amarelo, cujo veneno é mais virulento. O pesquisador acha que esse escorpião tenha vindo para o DF em mudanças.

Os acidentes com escorpiões ocorrem com maior frequência no Plano Piloto, Cruzeiro, Octogonal e Sudoeste. Já com as cobras são mais comuns nos Lagos, Norte e Sul, e as aranhas em São Sebastião. Somente no último sábado 5 pessoas foram atendidas com picadas de escorpião, inclusive uma pessoa que mora no 6º andar de um prédio da Asa Norte. Quem for picado deve procurar um hospital público. As picadas desses seres, aracnídeos e de ofídios, são mais perigosas para as crianças e idosos.

Os escorpiões se alojam preferencialmente em assoalhos e rodapés soltos, forros no teto, ralos, móveis e outros objetos, caixas e pontos de energia, armários, locais com material de construção, lixo, entulhos, caixas de gordura, canalizações de água, caixas de esgoto, de energia e qualquer fresta ou local escuro.

Quando há ocorrência recomenda-se limpar esses locais e todos os cantos onde eles possam se alojar. Eles se alimentam de insetos como grilos, baratas e também de aranhas. Na falta de predadores, eliminar os insetos ajuda a reduzir sua ocorrência. Os inseticidas não são eficazes e podem levá-los a sair dos esconderijos e picar os moradores. O Distrito Federal não tem registrado óbitos, mas toda cautela é pouca!

Criatividade Marca Nova Economia

O canal de TV ESPN Brasil apresentará nesta quinta-feira, 5 de julho, às 18 horas, o filme “Maria Lenk – A Essência do Espírito Olímpico”. O filme será reprisado no ESPN HD, no dia 17 de julho, às 23h30. Ele trata da trajetória da atleta que, aos 17 anos, em 1932, tornou-se a primeira mulher sul-americana a participar das Olimpíadas.

O filme, dirigido por Iberê Carvalho, foi produzido pela Pavirada Filmes e Produções. Selecionada por meio de concurso público de âmbito nacional, foi a única produtora fora do eixo Rio-São Paulo, a participar do projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro. As filmagens foram realizadas no Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e nos Estados Unidos da América: Flórida e Colorado.

A produção de cinema e vídeo é uma das 13 atividades incluídas na Economia Criativa pelo autor inglês John Howkins no livro “The Creative Economy” publicado em 2001. As demais são arquitetura, publicidade, design, artes, antiguidades, artesanato, moda, televisão, editoração e publicações, artes cênicas. Rádio, softwares de lazer e música. Segundo ele, as pessoas da nova economia podem lucrar usando apenas seus cérebros.

A economia criativa contempla setores que têm sua origem usando o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos. O consultor Ken Robinson, especialista em criatividade, explica que há três palavras-chave para explicar a nova economia: a primeira é imaginação; a segunda é criatividade; a terceira é inovação.

O Ministério da Cultura lançou o Plano da Secretaria da Economia Criativa 2011 a 2014 com as estratégias: levantamento de informações e dados; articulação e estímulo a empreendimentos criativos; formação para produção e distribuição de bens e serviços criativos. Caberia ao governo local articular-se com o Ministério da Cultura de modo a fortalecer aqui esta economia. Brasília é um centro de criatividade.