Na semana passada uma senhora foi agredida a faca por um adolescente nas cercanias da Rodoviária, tendo recebido um corte na face. perto a orelha. Dois dias depois um homem foi baleado na Galeria ali perto, onde aquela senhora trabalha. O condomínio da Galeria fez uma nota solicitando o apoio e sugestões dos condôminos e usuários. Noticiou que procurou as autoridades, como já o fizera de outras feitas, mas que não acreditava em qualquer efeito pratico.

A ação da policia junto aos usuários de crack naquela região tem o mesmo efeito de uma pedra lançada no meio dos pombos. Eles somem na hora e após acharem que não há mais ameaça voltam para o mesmo local.

Essa luta para conviver, circular e trabalhar nas proximidades da Rodoviária vem de algum tempo. Os usuários de crack vivem por ali vendendo favores sexuais, praticando pequenos furtos e mais recentemente agredindo as pessoas. Ficam perambulando e pedindo esmolas ou “um dinheiro pra comprar comida”. São jovens. Crianças e adolescentes que viraram incômodo dos que ali trabalham. Causam medo, apreensão e intranqüilidade a todos.

Os adultos que perambulam não podem ser detidos pela policia senão em caso de delito. Estes poderiam receber o apoio necessário para a recuperação do vicio, ou mesmo no caso em que não sejam viciados, o apoio para deixarem as ruas. O certo é que havendo uma política de apoio e assistência as pessoas poderão ser persuadidas a não dar esmolas, usadas com freqüência para financiar o crack.

As crianças e os adolescentes não poderiam viver nas ruas. O Estatuto instituído pela Lei 8.069 prevê a integração operacional do Judiciário, Ministério Público, Defensoria pública, Conselho Tutelar e Assistência Social nos encaminhamentos das crianças e adolescentes em situação de risco. Neste caso, cabe o acolhimento institucional de modo a garantir o futuro destas crianças e adolescentes. O futuro delas e o presente das pessoas que vivem no Centro da cidade.