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Sincronização dos Semáforos

Ultimamente tem aumentado as situações em que o sincronismo entre os semáforos, ou a falta de sincronismo, tem gerado situações em que a fluidez do tráfego de veículos fica reduzida ou prejudicada. Além do sincronismo entre os semáforos, a instalação de semáforos a curta distância entre si torna seu gerenciamento em problema, quase impossível de ser realizado.

A curta distância de um para o outro provoca, quase sempre, o bloqueio dos cruzamentos. Quando é identificado o fluxo de maior intensidade e os semáforos naquele fluxo são sincronizados, o tráfego é mais eficiente, permite a passagem de maior número de veículos. Ainda assim é prudente que o primeiro semáforo no sentido do fluxo seja fechado algum tempo antes do semáforo logo à frente, de modo a evitar o bloqueio da via.

O fluxo ideal é aquele caracterizado como onda verde. Mantida a velocidade da via o motorista pararia apenas no primeiro semáforo, a partir daí todos os demais estariam verdes e o tráfego fluiria com maior rapidez. A onda verde foi implantada na W3 nos anos setenta. Desde então ela tem sido mantida com certa eficácia.

A onda verde não é encontrada facilmente. Na maioria das vias, em especial as de tráfego pesado há um sem número de semáforos, próximos uns dos outros, e sem sincronismos. A distância considerada ideal entre semáforos é de 400 metros. Mas na via do Setor Policial Sul, na via entre o Sudoeste e o Parque da Cidade, no Eixo Monumental ente o Memorial JK e a Procuradoria de Justiça, a título de exemplo, as distâncias são curtas e o motorista é obrigado a parar em todos eles.

A ineficiência dos sistemas de gerenciamentos dos semáforos causa aumento do tempo de viagem, maior consumo de combustíveis, mais irritação no trânsito, mais emissão de gás carbônico, maior número de colisões. O aumento do número de semáforos, que vem ocorrendo, não é garantia da melhoria na fluidez dos veículos nas vias, ao contrário, o aumento deles, como ocorreu nas proximidades do Setor Bancário Norte, não garantiu a melhoria do trânsito naquele local.

Hoje há mais e melhores recursos para administrar os semáforos como um sistema interligado. Seus relógios podem se manter ajustados com sinais de satélites, os cálculos de velocidade da via e de abertura dos fluxos podem ser elaborados e comandados por computadores centrais alimentados com dados de campo. Parece que falta esse ajuste.

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Sobre
Eustáquio Ferreira

Arquiteto pós-graduado em Administração, escritor e blogueiro.

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