Dias atrás um comentarista de uma emissora de rádio divulgava os índices de violência publicados. Ele destacava que o número de registro de ocorrências havia decrescido entre o período anterior e nos últimos doze meses. O próprio comentarista levantava a hipótese de que as vítimas estariam deixando de proceder o registro.

A segurança tem sido laboratório para diversas abordagens muitas delas com resultado questionável. Uma destas tentativas de inovar foi a construção de Postos Policiais distribuídos por todo o território do Distrito Federal e que deveria contar com, no mínimo, dois policiais em cada um deles.

Os 131 postos policiais construídos ao custo unitário de R$ 150 mil foram desativados, os policiais militares não tinham competência legal para proceder registro de ocorrências e não podiam abandonar os postos para atender chamados.

A mídia tem ressaltado o desconforto da população com a maior concentração dos crimes nas áreas urbanas onde está a população de menor renda. Samambaia reclama que a partir do fechamento dos postos policiais e da transferência do quartel para Águas Claras, assaltos têm ocorrido à luz do dia, em vias movimentadas.

Quase todos os crimes, hoje, são registrados por câmeras. A interligação de todas as câmeras existentes ou novas permitiria o monitoramento de todo o território em tempo real e com baixo custo. A tecnologia poderia ser a saída para a melhoria da segurança.