Skip to Content

A Cidade e sua Vivência
category

Category: Comunidade e Educação

Ginástica nas quadras

Há um parque infantil no centro da quadra. Ele é cercado com tela, de altura baixa que não impede que alguém pule a cerca. Ela tem o propósito de delimitar o espaço e evitar a circulação no seu interior dos que simplesmente passam, dando assim privacidade às crianças que, em geral preferem se sentar na areia, principalmente as pequenas. Em volta do parque existem vários bancos, desses de praça, sobre um piso de concreto que cobre toda a área. Ao longo da cerca do parque há algumas mesas e bancos ao seu redor, todos de concreto.

Recentemente foi posto ao lado do parque, em uma nova área pavimentada uma Academia ao Ar Livre. Inúmeros equipamentos, pintados com cores vivas com predominância do amarelo, chamam a atenção. São muitos equipamentos implantados sobre um pavimento de concreto pintado de verde.

Os equipamentos abrangem todos os tipos de exercícios de uma academia. Um equipamento simula a caminhada. A cadeira extensora destina-se aos músculos localizados na parte anterior da coxa; cadeira flexora para os da parte posterior da coxa; no leg horizontal o atleta empurra uma placa e trabalha quadríceps, bíceps femorais, semitendinoso, semimembranoso e glúteos. Os equipamentos destinados aos membros superiores trabalham o grande dorsal, os tríceps, os bíceps, os peitorais, trapézios etc.

As Academias ao Ar Livre, como aquela que há no Parque Olhos D’Agua, foram implantadas, sem muito alarde, em diversas localidades do Distrito Federal. Há várias delas no Plano Piloto, nas Cidades Satélites e na Zona Rural como a existente no Núcleo Rural Tabatinga na Região Administrativa de Planaltina, entregue à comunidade em junho de 2013.

Dias atrás, quando descemos do apartamento para uma caminhada de final de tarde, encontramos o parque infantil com muitas crianças e familiares, grupos de jovens conversavam em volta das mesas. Outro grupo jogava futebol no piso pavimentado, uma senhora, sentada em um dos bancos, lia um livro. Algumas pessoas usavam os equipamentos da Academia ao Ar Livre. A implantação das Academias ao Ar Livre foi pouco divulgada. Mesmo sendo para atividade física de interesse da população, poucos souberam da existência delas.

Bem Vigiado

Você chega, acha uma vaga e, quando está saindo do carro, aparece alguém, novo ou velho de colete ou sem e grita: “bem vigiado ai doutor!” Você se vira mostra o polegar voltado para cima como quem diz: “concordo”. Pronto, está firmado o contrato. Você propõe pagar algo pelo uso da vaga e ele se propõe a que mesmo?

Em Brasília é costume dar uma moeda. No caso em que o Flanelinha se empenha, indica para esperar, pois alguém vai sair, pode ser alvo de maior generosidade e levar uma cédula. Nada muito alto, uns dois reais. Naqueles estacionamentos onde é impossível encontrar uma vaga e o Flanelinha se propõe a ficar de olho, indica para que estacione atrás dos carros que estão nas vagas e orienta para que deixe o carro desengrenado e sem freio de mão acionado, aí com certeza ele vale os dois reais ou até mais e até pode ser autorizado a lavar o carro por quinze. Em outras cidades há relatos de cobrança adiantada e com ameaça de que se não pagar ele não se responsabiliza por possíveis danos. Muitos vêm nesta atitude uma chantagem.

Os pontos dos Flanelinhas são controlados pela força e seus “donos” cobram pedágio com uso da violência, afirmam especialistas. A atividade de Flanelinha é regulada desde 1975 pela Lei Federal no 6.242, de 23 de setembro daquele ano. Quase dois anos depois da edição da lei esta foi regulamentada pelo Decreto no 79.797, de 8 de julho de 1977. Os governos estaduais e municipais editaram normas adequando as disposições federais às condições locais. Assim os Flanelinhas, especialmente aqueles cadastrados, exercem uma atividade perfeitamente legal.

É legal, mas pode não ser a melhor forma de cuidar da falta de vagas nos estacionamentos. Muitas propostas de estacionamentos subterrâneos foram feitas, mas esbarraram em restrições politicas ou legais.

Desde 1995 os advogados deixam seus carros no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson, a OAB-DF os leva de ônibus até o TJDFT. Legislativo, Judiciário e Executivo, federais e locais, poderiam orientar seus servidores a usar grandes estacionamentos fora e levá-los de ônibus dali ao local de trabalho enquanto não vem uma solução definitiva.

Ensino Fundamental e Provas

No inicio da década de 90, o Governo do Rio de Janeiro convidou algumas pessoas interessadas, entre os quais eu estava, a conhecer os Centros Integrados de Educação Pública – CIEPs. As escolas impressionavam pela arquitetura e pela proposta pedagógica.

Muitos entendiam que não era correto fazer palácios para abrigar escola pública. Oscar Niemeyer, no entanto, demonstrou que a manutenção daquela escola custaria menos que o despendido com as escolas baratas e de má qualidade.

A nova escola inovava em muitos aspectos. O turno integral recebia a criança com um desjejum antes de iniciar as aulas. Além do lanche durante o recreio, as crianças almoçavam na escola. Após o almoço atividades artísticas, esportivas, culturais e, principalmente o reforço em matérias nas quais o aluno tinha dificuldades. Antes de voltar para casa, o aluno tomava banho e lanche.

Lembro-me de ter me surpreendido com a afirmação da apresentadora do projeto de que nos CIEPs não havia reprovação. Eu já acumulava uma experiência em docência e de pronto não me apercebi do alcance daquele tratamento ao ensino.

Em uma sala de 30 alunos o(a) professor(a) tem dificuldade em acompanhar cada um deles. Em geral as tarefas de casa deveriam reforçar o aprendizado especialmente se contasse com a ajuda de familiares. Hoje todos trabalham fora e muitas famílias não têm a escolaridade necessária para acompanhar os estudos do(a) filho(a).

O aluno pode ser aplicado em todo o currículo, mas pode estar defasado em uma, duas ou três matérias. Caso tenha que repetir o ano ficará desinteressado, será dispersivo e desatento nas aulas.Perderá um ano de sua vida. Uma vaga perder-se-á.

O custo do reforço escolar comparado com o custo da repetência é muito pequeno, tanto financeiro, quanto social. A reprovação não tem qualquer sentido pedagógico, não eleva a qualidade do ensino nem avalia o conhecimento dos alunos.

Faculdades e Planejamento Urbano

O número de faculdades cresce no Distrito Federal. Isso fez com que ocupássemos a vanguarda nacional em percentual da população com formação superior. O Distrito Federal, conforme o censo realizado pelo IBGE em 2010, contava com 17,4% da população com idade acima de 10 anos com formação superior. Em segundo lugar vinha São Paulo com 11,6%. A média brasileira era de 8,3%.

Ainda segundo o IBGE, o percentual de graduados cresceu 146% nos últimos 10 anos. Isso é explicado pela expansão do número de matriculas e do aumento da quantidade de faculdades. A UnB tinha no ano 2000 17.123 estudantes. Hoje tem 30.157. Há 20 anos contávamos com 6 instituições particulares, hoje funcionam 83.

A maior concentração de escolas superiores está localizada no Plano Piloto. A maioria nas quadras 700/900 das Asas Norte e Sul. A segunda maior concentração está em Taguatinga. As demais se distribuem pelas demais cidades.

Essa distribuição concorre para a utilização de veiculo de uso individual. As pessoas trabalham e depois vão à faculdade que está em outro local, fora do eixo de transportes coletivos. Quando saem das faculdades já é tarde e a frequência dos ônibus está reduzida aumentando o tempo de viagem.

Quem mora perto de uma faculdade sabe da dificuldade de convivência entre as residências lindeiras e os estabelecimentos de ensino. Os alunos ocupam todas as vagas próximas, aumentam o fluxo de veículos nas vias de acesso às escolas dificultando o acesso às residências e o estacionamento dos veículos dos moradores.

O aumento do número de faculdades é bom para todos. Uma cidade com boa formação produz mais e melhor. Para tanto cabe ao governo oferecer áreas onde elas possam funcionar de forma harmônica com as demais atividades. O ideal seria oferecer espaços junto aos eixos de transporte coletivo. Assim as faculdades seriam mais acessíveis e os alunos poderiam dispensar o veiculo individual.

Velhas Práticas na Saúde

Dona Lia é hipertensa, usa medicação controlada e, por sua renda, tem acesso à farmácia popular que distribui remédios, de uso continuo, gratuitamente. A exigência para obter de graça os remédios para hipertensão e para diabetes é a apresentação de um documento com foto, o CPF e a receita médica.

A distribuição de medicamentos é um programa federal. Há, em todo o país, 15 mil farmácias conveniadas. São distribuídos 24 tipos de remédios para hipertensão, asma, diabetes, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de fraldas geriátricas.

Dona Lia é usuária do sistema de saúde do Distrito Federal, inscrita em um Posto de Saúde, onde mantém prontuário e onde foi diagnosticada como hipertensa. Para obter a medicação de uso continuo ela deve fazer consultas periódicas naquele Posto de Saúde.

Para marcar uma consulta ou exame ela deve se dirigir ao Posto de Saúde na madrugada de um dos dias indicados para o atendimento e disputar uma senha. Caso ela não obtenha a senha ficará sem a consulta e sem a medicação. Dona Lia já foi ao posto mais de uma vez e não obteve a senha. As senhas são poucas, as Lias muitas.

A Secretaria de Saúde em mais de uma oportunidade anunciou a criação de um sistema de marcação de consultas pelo telefone. Também anunciou a criação de cartão único contendo o histórico médico do paciente de forma a tornar mais efetivas as consultas.

A marcação de consultas e exames por senha provoca a redução de pessoas nos Postos de Saúde. Quem não obtém a senha não irá ao Posto e, portanto, não será demanda reprimida. A própria exigência da senha, só obtida para quem chega de madrugada, exclui muitos, que por algum motivo, chegam depois dos primeiros.

Sabe-se que a saúde no Distrito Federal foi vítima durante muitos anos de desmandos e condutas condenáveis, mas não é admissível que tais práticas ainda se mantenham. O acesso à saúde é um direito. O Distrito Federal não pode desfazer políticas federais criando barreiras ao seu acesso.

Aves são Indicadores da Qualidade de Vida

Observadores de Pássaros do Planalto, juntamente com os observadores de Alto Paraíso e da Universidade de Brasília – Cerrado, estiveram em Alto Paraíso (Goiás), num projeto de monitoramento das aves ameaçadas de extinção. Este projeto, entre outros em andamento, segundo o fotógrafo e arquiteto Tancredo Maia Filho, ocorre sob a coordenação do professor Roberto Cavalcanti.

Os fotógrafos Tancredo Maia Filho, Herbert Schubart, João Nardoto, Luiz Mota, Roberto Cavalcante e Rodrigo D’Alessandro foram guiados e orientados por Ana Rosa Cavalcante, que conhece tudo sobre as aves da Chapada dos Veadeiros em Goiás. A visita à Chapada ocorreu os dias 26 e 27 de maio deste ano, para fotografar na Estrada do Rio dos Couros e no Morro da Baleia.

As fotos de Tancredo Maia estão disponíveis no site dos Observadores de Aves do Planalto onde também podem ser vistas fotos de outros momentos.

A importância das aves foi ressaltada por Carlos Anacleto Braga Teixeira, em sua monografia do curso de pós-graduação em ecoturismo pela Universidade de Brasília – Observações de Aves no Parque Nacional de Brasília – Trilha da Capivara.

Anacleto informa que existem 8.650 espécies de aves, divididas em 27 ordens e 175 famílias. O Brasil tem, nas suas regiões, 22 ordens, 97 famílias, 674 gêneros e 1677espécies. O Distrito Federal conta mais de 300 espécies.

As aves são indicadores da qualidade de vida de um determinado ecossistema. Elas se alimentam de frutos, insetos e outros que se reproduzem em boas condições ambientais. A observação das aves é uma atividade de pesquisa e lazer praticada em muitos países. A poda indiscriminada das nossas árvores, com uso de motosserras, reduzindo a massa verde e derrubando eventualmente os ninhos das aves, tem sido motivo de preocupação, pois pode colocar as aves em risco de extinção.

Férias e Parques de Diversão

A proximidade das férias cria a expectativa do aumento de usuários nos parques de diversão. As férias de meio de ano coincidem com o inicio da estiagem. Isso permite acorrer aos parques a céu aberto sem o risco de uma chuva inesperada.

Os usuários não são apenas as crianças e os jovens estudantes. Os adultos que as acompanham também usam os brinquedos, seja para ampará-las, seja por seu deleite próprio. Adultos vão ao parque, sem as crianças, apenas para se divertir.

Muitos dos brinquedos dos parques são de altura significativa e de velocidade elevada. Daí o risco de, em caso de acidente, provocar danos físicos aos usuários. Os parques que funcionam em shoppings, com cobertura, não se permitem a ter brinquedos muito altos, mas nem por isso são menos perigosos ou isentos de acidentes.

Não são raros os casos em que os brinquedos são fabricados nos próprios parques. Os gestores costumam observar aquilo que obtêm maior aprovação dos usuários e constroem novos que prometem cada vez mais emoções. Os brinquedos são apresentados como a mais alta roda gigante, a mais alta montanha russa etc.

A construção de tais equipamentos não decorre necessariamente de projetos elaborado por profissionais com qualificação especifica em esforços de materiais, eletricidade, mecânica ou eletrônica.

Vez por outra são noticiados acidentes em parques. Muitos destes acidentes decorrem de fatiga dos materiais, de mau funcionamento ou mesmo de mau gerenciamento. Recentemente ocorreu em são Paulo, com ampla repercussão, um acidente causado pelo uso de equipamento danificado e que foi usado por inadvertência da pessoa que orientava os usuários.

A vistoria periódica e a exigência de certificação de cada equipamento é a melhor maneira de evitar que os acidentes ocorram. Em alguns casos as consequências são irreversíveis.

Serviço de Táxi não Atende População

Os serviços de táxi estão cada vez mais escassos. Os pontos de quadra, de locais de menor movimento ou que geram percursos curtos permanecem vazios. Os serviços de táxi por rádio alegam que haverá espera porque todos os veículos estão ocupados.

A explicação está no número reduzido de veículos licenciados. As últimas permissões foram emitidas em 1974. Foram licitadas, naquela época, 3.500 permissões. Nem todos estão rodando. Censo realizado há pouco tempo encontrou pouco mais de 3.300 táxis licenciados. Cumpre notar que em 1974, quando se realizou a última licitação, o Distrito Federal tinha menos de um milhão de habitantes e hoje tem quase três vezes esta população.

O Governo do Distrito Federal vem, assim como ocorreu em 2010, tentando licitar novas permissões. Fala-se em 600 novas licenças, o que ainda seria pouco, levaria a relação de um táxi para cada 650 habitantes aproximadamente. A Cidade do Rio de Janeiro tem um táxi para cada 192 habitantes.

A questão não é unânime entre os profissionais do volante. Os antigos permissionários não querem nem ouvir falar em novas permissões. Em verdade reivindicam aumento de tarifa. A tarifa do quilômetro rodado e a da bandeirada no Distrito Federal não são as menores do país. Os antigos profissionais entendem que em vez de novas permissões o governo deveria acabar com o desconto nas tarifas oferecido por algumas empresas.

Muitos profissionais alugam carros para poderem trabalhar. Um veículo emplacado para o serviço de táxi custa em média dois mil e quinhentos reais por mês. Esses condutores esperam poder obter uma permissão na prometida licitação.

A Copa do Mundo de 2014 trará, por certo, número significativo de pessoas para o Distrito Federal. Estas pessoas necessitarão dos serviços de táxi e estes já não atendem a população hoje. A licitação de novas permissões corrigirá a defasagem na oferta dos serviços atuais e evitará o colapso dos mesmos durante a Copa.

Não Há lugar para Contêineres de Lixo

Os contêineres de lixo devem ser resistentes o suficiente para aguentar aos esforços impostos pelos hidráulicos dos caminhões durante a sua descarga. Devem ser herméticos para evitar que os odores do lixo ali depositados não exalem para a vizinhança ou que insetos e pequenos animais venham a ter acesso a seu conteúdo e proliferem alimentados por ele. Suas tampas devem permitir fácil acesso de modo a propiciar a deposição de outros sacos de lixo além dos já ali existentes.

Não é o que vem ocorrendo. Os contêineres em uso são antigos, suas tampas permanecem abertas e o lixo ali depositado nem sempre está acondicionado em sacos apropriados. Aqueles que depositam o lixo parecem preferir que os contêineres fiquem abertos, talvez para facilitar o uso e, aparentemente, não há fiscalização.

Outro aspecto importante em relação aos contêineres é a sua localização. Eles estão, geralmente, perto de edifícios de escritórios, de restaurantes, lojas e prédios residenciais. Ficam ao longo das vias por onde passam os caminhões de coleta.

Os edifícios e as vias, quando projetados não tinham a previsão desses contêineres. Os Códigos de Obras e de Posturas foram elaborados quando eles não eram utilizados. Os sacos de lixo eram recolhidos pelos garis e lançados em caçambas. Hoje os profissionais da limpeza pública levam o contêiner ao caminhão que o iça até o compartimento de descarga e o esvazia.

Não tendo local previsto, as pessoas estacionam o contêiner nos cantos dos estacionamentos junto às vagas destinadas aos deficientes e aos idosos. Onde não há vagas de estacionamentos fazem recuos nos meios-fios e criam baias para os contêineres, em muitos casos em detrimento das calçadas.

Na SQS 105, por exemplo, as baias tomam 70% das calçadas e o que delas resta não permite a passagem de uma cadeira de rodas, de um carrinho de bebê, de um andador de uma pessoa com dificuldade de locomoção. É hora de rever a questão.

Passarela, Concurso e o Pedestre

As passarelas subterrâneas foram construídas para permitirem ao pedestre atravessar em segurança o Eixo Rodoviário do Plano Piloto de Brasília. Porém, os usuários temem a sua utilização por que são escuras, malcheirosas, sujas e, principalmente inseguras. Muitos morreram atravessando as pistas por medo das passarelas.

O Governo, por meio da Codeplan, promoveu concurso para obter a melhor solução para aquelas questões. Para tanto, firmou convênio com o Instituto de Arquitetos do Brasil, seção DF. O resultado do concurso foi divulgado no Aniversario de Brasília.

As propostas classificadas, 1º, 2º e 3º lugares têm alguns traços comuns. Todas propõem facilitar as entradas nas passarelas, reduzindo a inclinação das rampas de acesso e dando maior amplitude a elas. As três propõem criar espaços de vivência nas áreas abertas situadas entre o eixão e os eixos auxiliares. Ali haveria praças com comércio, lazer, banheiro, chafariz, bicicletário, bancos e bebedouros.

As três propostas classificadas sugerem a construção de platôs em concreto, em vários níveis, ligados por rampas e escadas. Em todos estão previstas grandes áreas impermeabilizadas por calçadas de concreto.

A primeira classificada tem por base uma ciclovia que ligaria as pontas das asas Sul e Norte, com 13,5 Km de extensão. Neste caso as passarelas teriam pontos de convivência e interação entre os pedestres e ciclistas. Entretanto, a proposta não mostra como as ciclovias passariam pelas vias de ligação Leste-Oeste e tesourinhas.

A segunda proposta tem elevador e faixa para deficiente visual. Suas praças teriam também chafarizes. Os abrigos de ônibus projetados, junto aos canteiros centrais muito estreitos, seriam inviáveis. A terceira repete os elementos das anteriores.

As propostas são elegantes e bem desenvolvidas, mas permanecem os problemas que levam as pessoas a evitarem as passarelas. Quando elas ficassem desertas, ninguém se arriscaria a entrar nos túneis sem saber quem estaria nas praças à sua espera.