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Monthly Archives: junho 2017

SCN, SBN e Circulação de Pedestres

Diferentemente dos Setores Comercial e Bancário Sul onde há uma evidente preocupação com a circulação dos pedestres, não encontramos qualquer vestígio de tal cuidado nos Setores Comercial e Bancário Norte.

O SCS tem uma galeria que liga a Avenida W3 ao Eixo Rodoviário Sul, que percorre aquele setor como uma linha central, direção Leste-Oeste passando pelo centro dos blocos, vazando-os em pé-direito duplo e largura de aproximadamente 20 metros.

Ao final da galeria a Oeste há uma ligação sob o Eixo Rodoviário que dá acesso ao Setor Bancário Sul. Esta passagem ganhou a denominação de Galeria dos Estados por originalmente as lojas oferecerem artigos de vários estados. Ao longo dos blocos há calçadas, fazendo, na direção Norte-Sul, a ligação das vias S2 e S3.

O piso para veículos e pedestres do Setor Bancário Sul foi construído em uma mesma cota em que pese a topografia do terreno ser acidentada e muito abaixo da plataforma construída. O mesmo não ocorre nos setores congêneres no lado Norte. Não há calçadas que liguem livremente Leste a Oeste ou Norte ao Sul e vice-versa.

Foram construídas galerias de pedestre com o fito de ligar o SCN ao SBN sem contudo fazer a passagem sob o Eixo Rodoviário. Estas galerias foram ocupadas pelas Secretarias de Fazenda e Trabalho respectivamente. A implantação destes setores SCN e SBN se deu a partir dos anos 90, quando Brasília deixou de ter planejamento.

Faixas de Pedestres Precisam Melhorar

Eu saía do balão na L1 Norte, sentido Sul, de olho nos veículos que vinham do Oeste e, nem tinha avançado 50 metros, dei em cima de uma faixa onde alguém acenava pedindo passagem. Crepúsculo, lusco-fusco do início da noite. A faixa não tem iluminação voltada para a pista. Quase não vi o pedestre.

As faixas de pedestre, conquista e orgulho de moradores de Brasília estão completando 20 anos. Neste período não houve mudança em seu modus operandi ou nos equipamentos de que dispõem. Há avaliações sobre o comportamento dos pedestres e dos motoristas em relação às faixas, mas não encontrei avaliação das faixas em si.

Há faixas que contam com semáforos. Aciona-se um comando, aguarda-se um tempo e um semáforo garante a passagem. Mesmo nestes casos são poucos os semáforos para travessia de pedestres que contem com sinal sonoro para os cegos. Aliás há poucos semáforos na cidade com atendimento às pessoas com deficiência visual.

Em vias onde o número de faixas de rolamento é maior que 2 sempre há o perigo de que os motoristas nas faixas laterais não vejam os pedestres que adentram à faixa. Seria de todo interessante que houvesse sinal intermitente para alertar os motoristas nestes casos.

A iluminação é desejável não só na lateral da pista. Seria mais efetivo que toda a faixa fosse iluminada de modo a facilitar o contato visual do pedestre pelo motorista. Os ganhos da implantação das faixas podem e devem ser ampliados.

Dinheiro Torrado Árvores Destruídas

As Árvores, tenho observado no Plano Piloto, vêm sendo destruídas sistematicamente. Não tenho visitado as Cidades Satélites, mas creio que o mesmo ocorre lá. Algumas árvores têm todos os galhos cortados. Fica o tronco desnudo como se fora um espectro. Outras perdem os galhos abaixo de 5 metros do solo. Isso é possível porque a Novacap vem usando motosserras com cabos longos.

Em 2009, na Recomendação nº 09/2014, Procedimento Administrativo nº 08190.058913/12-71 o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) oficiou ao Administrador Regional do Cruzeiro que realizasse a poda e corte de árvores em vias públicas em estrita consonância com os termos do Decreto Distrital nº 14.783, de 17/06/1993, com ênfase na necessidade de obter parecer para corte emitido pela Novacap.

As árvores têm formas características tais como as esféricas, de fuste bem definido e copa arredondada, ovóide, cônica, em forma de arco, taças, tortuosa, cilíndrica ou coluniforme, com galhos pendentes e ainda em touceiras, como os bambus.

Ao cortar todos os galhos ao alcance das motosserras a Novacap queima dinheiro e destrói a flora de Brasília. Tal prática é desrecomendada por todos os manuais de manejo de árvores. Elas devem ser mantidas na forma natural. Isso aumenta custos. A população e o MPDFT têm se manifestado contra. Trata-se de contrassenso.