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Monthly Archives: junho 2012

O Cinema Aquecerá Economia

O poeta e gestor cultural, Reinaldo Jardim, vislumbrou a possibilidade de Brasília se tornar um centro de produção de cinema. Na década de 80, com o apoio do governo da época, patrocinou a produção de seis documentários por cineastas da cidade e em 1993, foi inaugurado o Polo de Cinema e Vídeo de Sobradinho.

A falta de políticas consistentes levou esta iniciativa ao abandono. A produção local de audiovisual passou a depender dos esforços dos realizadores que, com recursos próprios ou oriundos de editais de apoio à cultura, produziram relevante filmografia que elevou Brasília à categoria de terceiro polo de produção, atrás apenas de Rio de Janeiro e de São Paulo.

A Lei 12.485/2011, que dispõe sobre a comunicação audiovisual de acesso condicionado poderá impulsionar significativamente esta atividade. A Lei prevê que 30% dos recursos que advirão do Fundo Setorial de Audiovisual, correspondente a R$ 200 milhões deverão ser aplicados no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.

A Lei prevê ainda, que parte da programação da TV por assinatura deverá ser produzida obrigatoriamente no Brasil e de forma regionalizada. Considerando-se os índices de geração de emprego para o setor, esses recursos deverão promover a criação de mais de 10 mil empregos diretos.

É fundamental que o Governo local crie as condições para dar suporte a esta indústria que promete fortalecer a nossa economia e promover a afirmação de nossa cultura. É necessário o fomento para a preparação de produtores, atores, músicos, diretores de arte, cenógrafos, fotógrafos e iluminadores, entre outros profissionais da área e para as empresas de fornecimento de serviços e de equipamentos.

Placas de Publicidade Enfeiam a W3

Muitos projetos foram elaborados com o propósito de recuperar a Avenida W3 Sul. Alguns deles traziam propostas arrojadas que previam mudanças na destinação, no uso, na taxa de ocupação, na arborização e, especialmente, nas áreas para estacionamento.

O aspecto da avenida W3 Sul é de decadência. Em certas quadras mal se percebe a proposta original, tal o número de placas de publicidade, em sua maioria mal conservadas e muitas vezes restando apenas a estrutura de sustentação.

A localização das placas nos edifícios, avançando para a ponta da marquise, recobre a fachada dos prédios, onde em certos casos, outras placas estão recobertas. As dimensões das placas variam de uma loja para outra, sem qualquer ordenamento ou disciplinamento por quem de direito.

Observa-se, ainda, a falta de manutenção nos prédios. Sujos em sua maioria, sem pintura, alguns sem revestimento ou com obras paradas há muito. As piores situações, em uma primeira observação, estão nas quadras 509 e 510 Sul.

As exceções são os prédios que abrigam agências bancárias. Nestes se percebe unidade na pintura do prédio, geralmente todo em uma única cor, a utilização de placas em pequenas dimensões, colocadas, em geral, no corpo do prédio.

A remoção das placas danificadas, sem pinturas e das estruturas que restaram, melhoraria significativamente o aspecto da avenida. Os prédios poderiam receber acabamento e serem pintados de modo a revitalizar a W3 Sul.

Junto com a ação fiscalizadora, fazendo cumprir as posturas municipais, ou distritais, seria desejável o estabelecimento de normas para a publicidade. Creio que deveriam ser evitadas as placas na borda das marquises. Estabelecer normas para a altura e a largura das placas e a sua colocação, horizontal, vertical, ou perpendicular à fachada dos prédios. Assim obter-se-ia a harmonia desejada e um melhor aspecto da avenida.

A Obrigação de Inovar e a Segurança

Brasília foi erguida no planalto central, centro geográfico do país, com a obrigação de inovar, servir de exemplo. Os últimos anos não produziram exemplos que pudessem ser comemorados ou seguidos por outrem.

Há questões que são consenso entre os especialistas, de abrangência nacional, que mereceriam a contribuição de Brasília, pelo exemplo, pelo modelo adotado. Uma destas questões e que demandaria mais atitude que recursos financeiros é o transporte de pessoas detidas ou o transporte de presos.

Os presos são, em todo o território nacional, transportados em camburões, cubículos localizados nas traseiras de veículos, onde não há bancos, cinto de segurança ou qualquer outra forma de prevenir danos às pessoas ali postas.

Alem das condições acima elas são ali postas com as mãos atadas, às costas, por algemas de metal o que as impedem de se segurar ou se apoiar em caso de movimentos bruscos,inclinação dos veículos ou mesmo se proteger em caso de abalroamento ou capotamento.

Em 1993 foi editada a Lei a Lei 8.653 que dispõe: “É proibido o transporte de presos em compartimento de proporções reduzidas, com ventilação deficiente ou ausência de luminosidade”. O Código de Transito obriga o uso do cinto de segurança por os ocupantes do veículo.

Após ver pela televisão cenas com pessoas sendo colocadas nos cubículos das viaturas da Policia Federal, o então Ministro da Justiça Tarso Genro determinou ao Diretor à época, Delegado Paulo Lacerda, que providenciasse novos carros de modo a evitar que os presos fossem submetidos a sofrimentos desnecessários.

O Distrito Federal tem a oportunidade e os meios de promover esta inovação no país. O custo dos novos veículos será equivalente àquele hoje pago pelos modelos atuais e os ganhos em humanidade e respeito humano serão incomensuráveis.

Novo Plano Urbanístico e Demandas Turísticas

Uma revisão do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília – PPCUB está em fase de discussão. O debate faz parte do processo de análise do referido Plano e precede o seu envio à Câmara Legislativa. O novo PPCUB foi elaborado pela Secretaria de Habitação e para entrar em vigor deverá ser aprovado por uma lei.

Uma das preocupações contidas no novo PPCUB é a oferta de áreas para construção de hotéis. Brasília vem enfrentando há algum tempo a falta de acomodações para aqueles que para aqui vêm a trabalho ou lazer. Qualquer pequeno evento enfrenta a superlotação dos hotéis.

A cidade cresceu muito acima do esperado, assim com o país como um todo. Quando Brasília foi concebida o Brasil tinha 50 milhões de habitantes. Hoje somos quase 200 milhões e a capital deve receber a todos que demandam seus serviços. Em consequência, as áreas de serviços voltadas para o atendimento dos que para aqui vêm tornam-se subdimensionadas, como é o caso dos hotéis.

Considere-se ainda que muitas das áreas destinadas à hospedagem foram destinadas a moradia permanente (apart-hotéis) nos Setores Hoteleiros Norte e Sul e apartamentos na Orla do Lago.

O novo PPCUB propõe a instalação de novos hotéis na quadra 901 norte que teria sua destinação alterada para receber hotéis e pequeno comércio. Inicialmente a proposta previa prédios de 65 metros de cota de coroamento. O novo projeto prevê uma altura máxima de 45 metros.

As duas Asas, Norte e Sul, mostram muitas diferenças. Ali ao lado do Setor Hoteleiro Norte está o autódromo, que não existe na Asa Sul. Ao final da Asa Norte, em frente ao Setor Hospitalar Norte fez-se um grande loteamento para receber concessionárias, hipermercados, shopping e muitos edifícios para atender interesses. As alterações devem ser avaliadas no interesse estrito da cidade.

Aves são Indicadores da Qualidade de Vida

Observadores de Pássaros do Planalto, juntamente com os observadores de Alto Paraíso e da Universidade de Brasília – Cerrado, estiveram em Alto Paraíso (Goiás), num projeto de monitoramento das aves ameaçadas de extinção. Este projeto, entre outros em andamento, segundo o fotógrafo e arquiteto Tancredo Maia Filho, ocorre sob a coordenação do professor Roberto Cavalcanti.

Os fotógrafos Tancredo Maia Filho, Herbert Schubart, João Nardoto, Luiz Mota, Roberto Cavalcante e Rodrigo D’Alessandro foram guiados e orientados por Ana Rosa Cavalcante, que conhece tudo sobre as aves da Chapada dos Veadeiros em Goiás. A visita à Chapada ocorreu os dias 26 e 27 de maio deste ano, para fotografar na Estrada do Rio dos Couros e no Morro da Baleia.

As fotos de Tancredo Maia estão disponíveis no site dos Observadores de Aves do Planalto onde também podem ser vistas fotos de outros momentos.

A importância das aves foi ressaltada por Carlos Anacleto Braga Teixeira, em sua monografia do curso de pós-graduação em ecoturismo pela Universidade de Brasília – Observações de Aves no Parque Nacional de Brasília – Trilha da Capivara.

Anacleto informa que existem 8.650 espécies de aves, divididas em 27 ordens e 175 famílias. O Brasil tem, nas suas regiões, 22 ordens, 97 famílias, 674 gêneros e 1677espécies. O Distrito Federal conta mais de 300 espécies.

As aves são indicadores da qualidade de vida de um determinado ecossistema. Elas se alimentam de frutos, insetos e outros que se reproduzem em boas condições ambientais. A observação das aves é uma atividade de pesquisa e lazer praticada em muitos países. A poda indiscriminada das nossas árvores, com uso de motosserras, reduzindo a massa verde e derrubando eventualmente os ninhos das aves, tem sido motivo de preocupação, pois pode colocar as aves em risco de extinção.