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Monthly Archives: maio 2012

Férias e Parques de Diversão

A proximidade das férias cria a expectativa do aumento de usuários nos parques de diversão. As férias de meio de ano coincidem com o inicio da estiagem. Isso permite acorrer aos parques a céu aberto sem o risco de uma chuva inesperada.

Os usuários não são apenas as crianças e os jovens estudantes. Os adultos que as acompanham também usam os brinquedos, seja para ampará-las, seja por seu deleite próprio. Adultos vão ao parque, sem as crianças, apenas para se divertir.

Muitos dos brinquedos dos parques são de altura significativa e de velocidade elevada. Daí o risco de, em caso de acidente, provocar danos físicos aos usuários. Os parques que funcionam em shoppings, com cobertura, não se permitem a ter brinquedos muito altos, mas nem por isso são menos perigosos ou isentos de acidentes.

Não são raros os casos em que os brinquedos são fabricados nos próprios parques. Os gestores costumam observar aquilo que obtêm maior aprovação dos usuários e constroem novos que prometem cada vez mais emoções. Os brinquedos são apresentados como a mais alta roda gigante, a mais alta montanha russa etc.

A construção de tais equipamentos não decorre necessariamente de projetos elaborado por profissionais com qualificação especifica em esforços de materiais, eletricidade, mecânica ou eletrônica.

Vez por outra são noticiados acidentes em parques. Muitos destes acidentes decorrem de fatiga dos materiais, de mau funcionamento ou mesmo de mau gerenciamento. Recentemente ocorreu em são Paulo, com ampla repercussão, um acidente causado pelo uso de equipamento danificado e que foi usado por inadvertência da pessoa que orientava os usuários.

A vistoria periódica e a exigência de certificação de cada equipamento é a melhor maneira de evitar que os acidentes ocorram. Em alguns casos as consequências são irreversíveis.

Serviço de Táxi não Atende População

Os serviços de táxi estão cada vez mais escassos. Os pontos de quadra, de locais de menor movimento ou que geram percursos curtos permanecem vazios. Os serviços de táxi por rádio alegam que haverá espera porque todos os veículos estão ocupados.

A explicação está no número reduzido de veículos licenciados. As últimas permissões foram emitidas em 1974. Foram licitadas, naquela época, 3.500 permissões. Nem todos estão rodando. Censo realizado há pouco tempo encontrou pouco mais de 3.300 táxis licenciados. Cumpre notar que em 1974, quando se realizou a última licitação, o Distrito Federal tinha menos de um milhão de habitantes e hoje tem quase três vezes esta população.

O Governo do Distrito Federal vem, assim como ocorreu em 2010, tentando licitar novas permissões. Fala-se em 600 novas licenças, o que ainda seria pouco, levaria a relação de um táxi para cada 650 habitantes aproximadamente. A Cidade do Rio de Janeiro tem um táxi para cada 192 habitantes.

A questão não é unânime entre os profissionais do volante. Os antigos permissionários não querem nem ouvir falar em novas permissões. Em verdade reivindicam aumento de tarifa. A tarifa do quilômetro rodado e a da bandeirada no Distrito Federal não são as menores do país. Os antigos profissionais entendem que em vez de novas permissões o governo deveria acabar com o desconto nas tarifas oferecido por algumas empresas.

Muitos profissionais alugam carros para poderem trabalhar. Um veículo emplacado para o serviço de táxi custa em média dois mil e quinhentos reais por mês. Esses condutores esperam poder obter uma permissão na prometida licitação.

A Copa do Mundo de 2014 trará, por certo, número significativo de pessoas para o Distrito Federal. Estas pessoas necessitarão dos serviços de táxi e estes já não atendem a população hoje. A licitação de novas permissões corrigirá a defasagem na oferta dos serviços atuais e evitará o colapso dos mesmos durante a Copa.

Desvios no Trânsito Penalizam Usuários

Ambiencia pesquisa limites

Os motoristas que passam pelo Setor Policial Sul, seja saindo da Avenida W3 Sul ou na direção Eixão e Estrada Parque Indústria, vêm utilizando desvios desde fevereiro de 2008. Ali havia um viaduto que permitia a passagem daqueles que saiam da W3, sentido saída Sul sem conflito com quem trafegava na ESPM.

As obras foram iniciadas sem que o processo licitatório estivesse de acordo com a legislação. Dois dias após o inicio do processo licitatório o MPDFT entrou com ação entendendo que os estudos que compunham o Edital não permitiriam a perfeita execução da obra. Mesmo assim, o viaduto do final da W3 Sul foi demolido.

As obras deveriam ter sido retomadas em julho de 2010, conforme Matriz de Responsabilidade da União. Fez-se uma primeira revisão do documento em novembro de 2011 prevendo que as obras reriam retomadas em dezembro daquele ano e seriam concluídas em dezembro de 2013. Agora o inicio das obras está previsto para agosto deste ano.

Independente de estar o VLT pronto quando da realização da Copa, seria desejável que os trabalhos de obra fossem iniciados pela conclusão do viaduto no final da W3 Sul. Essa é a intervenção no sistema viário que mais causa transtorno aos usuários de outros modos de transporte, ônibus ou automóvel.

Obras públicas têm sido vítimas da má fé dos que são responsáveis por sua realização. Seus custos são onerados por vícios, pela demora na execução e pela necessidade de ajustes de modo a atender a normas a que estavam sujeitas desde o inicio.

Precisamos de normas de contratação de serviços que regulem sem margem de dúvidas as condições para licitar obras ou serviços que, uma vez licitados, regulem sua execução sem risco de interrupção. E se ainda assim houver vicio, que as obras não sejam interrompidas, mas que recaia sobre os envolvidos todo o peso das responsabilidades pelos danos causados. Assim a população deixará de ser a única penalizada.

Não Há lugar para Contêineres de Lixo

Os contêineres de lixo devem ser resistentes o suficiente para aguentar aos esforços impostos pelos hidráulicos dos caminhões durante a sua descarga. Devem ser herméticos para evitar que os odores do lixo ali depositados não exalem para a vizinhança ou que insetos e pequenos animais venham a ter acesso a seu conteúdo e proliferem alimentados por ele. Suas tampas devem permitir fácil acesso de modo a propiciar a deposição de outros sacos de lixo além dos já ali existentes.

Não é o que vem ocorrendo. Os contêineres em uso são antigos, suas tampas permanecem abertas e o lixo ali depositado nem sempre está acondicionado em sacos apropriados. Aqueles que depositam o lixo parecem preferir que os contêineres fiquem abertos, talvez para facilitar o uso e, aparentemente, não há fiscalização.

Outro aspecto importante em relação aos contêineres é a sua localização. Eles estão, geralmente, perto de edifícios de escritórios, de restaurantes, lojas e prédios residenciais. Ficam ao longo das vias por onde passam os caminhões de coleta.

Os edifícios e as vias, quando projetados não tinham a previsão desses contêineres. Os Códigos de Obras e de Posturas foram elaborados quando eles não eram utilizados. Os sacos de lixo eram recolhidos pelos garis e lançados em caçambas. Hoje os profissionais da limpeza pública levam o contêiner ao caminhão que o iça até o compartimento de descarga e o esvazia.

Não tendo local previsto, as pessoas estacionam o contêiner nos cantos dos estacionamentos junto às vagas destinadas aos deficientes e aos idosos. Onde não há vagas de estacionamentos fazem recuos nos meios-fios e criam baias para os contêineres, em muitos casos em detrimento das calçadas.

Na SQS 105, por exemplo, as baias tomam 70% das calçadas e o que delas resta não permite a passagem de uma cadeira de rodas, de um carrinho de bebê, de um andador de uma pessoa com dificuldade de locomoção. É hora de rever a questão.

Linha Amarela e a Via Férrea

O programa de radio Café com a Presidenta, apresentado nesta segunda-feira, 30 de abril, mostrou sua preocupação com a qualidade de vida dos trabalhadores em relação aos transportes públicos e o tempo gasto nas idas e vindas do trabalho.

A Presidenta Dilma, referindo-se ao PAC Mobilidade das Grandes Cidades disse que muita gente chega a passar até quatro horas por dia dentro de um ônibus ou de um trem. Reduzir o tempo no trânsito significa dar condições para essas pessoas aproveitar as horas que não estão dentro do transporte para estudar, descansar, ficar com a família. E isso é que se chama qualidade de vida.

Nós escolhemos colocar a maior parte do investimento em metrôs e VLTs, sabe por quê? Porque esses metrôs e VLTs não vão obstruir as ruas e as avenidas. O transporte sobre trilhos, o que é que ele faz? Ele vai mais rápido e leva mais passageiros de uma só vez, e é muito pouco poluente, afirmou a Presidenta Dima.

O Governo do Distrito Federal receberá R$ 2,186 bilhões deste Programa. Parte destes recursos, R$ 762 milhões serão destinados à Linha Amarela, que pretende ligar Gama, Santa Maria e Valparaiso a Brasília com um corredor de ônibus.
Ocorre que há uma linha de trem implantada desde o centro até alem de Valparaiso, passando por Santa Maria, que não vem sendo utilizada. A implantação de uma linha de metrô ou de VLT seria muito facilitada. A linha está pronta para receber o VLT.

A implantação de faixas exclusivas para ônibus prejudica a circulação dos carros com a redução de uma faixa de rolamento. O tempo de viagem nos ônibus é bem maior pois depende do fluxo dos demais veículos. Quando um ônibus para à frente por pane ou por obstrução de outro veículo os ônibus que vêm atrás também param.

O custo de implantar o VLT na via de trem existente seria equivalente ao custo programado para a implementação dos ônibus em faixa exclusiva. Neste caso perdem todos, sejam os usuários de transporte coletivo ou os de particular.