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A Cidade e sua Vivência
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Monthly Archives: junho 2011

Raios são pouco freqüentes em Brasília

A incidência de raios no Distrito Federal é bem menor que a média nacional. O INPE identificou 161 incidências em 2008. Isto representa 1,4623 raios por quilômetro quadrado por ano. Comparado com Guarulhos (São Paulo), onde o índice é de 13,2336 raios por quilômetro quadrado por ano, temos um índice baixo. O índice mais baixo está nas cidades do Nordeste de Minas Gerais, em Salto da Divisa, onde a incidência é de 0,1356 raios por quilômetro quadrado por ano.

O Brasil tem o maior índice de incidência de raios com média de cinco milhões e setecentos mil raios por ano. Isto resulta em 132 mortes por ano. Ano passado esse número ficou em 89 óbitos. O Distrito Federal tem baixa ocorrência de óbitos por esta causa. A última ocorrência deu-se em 2009. A pessoa estava à beira do Lago Paranoá.

Os especialistas têm detectado um aumento de incidência de raios. Há uma preocupação, entre os especialistas, em estabelecer uma correlação entre o aumento das temperaturas e a tendência de alta do fenômeno. Especula-se que, com a maior presença de dióxido de carbono na atmosfera, aumentaria a freqüência dos raios. Estes provocariam incêndios que por sua vez aumentam o efeito estufa.

O INPE registrou a maioria das mortes entre setembro e dezembro de 2010 apesar da maioria das descargas ocorrerem entre dezembro e março. A maioria dos óbitos ocorrem na zona rural. No Centro Oeste 20 por cento das vítimas estava ao telefone ou com o celular conectado ao carregador quando atingido pelo raio. As mortes em campos de futebol ocorreram mais na Região Norte do Brasil, que nas demais.

A legislação pertinente às edificações em Brasília é razoavelmente eficaz. Os prédios de maior altura são obrigados a instalar pára-raios. Os prédios públicos em geral os tem. As pequenas edificações contam com estruturas em concreto armado que podem funcionar como uma gaiola em torno dos cômodos protegendo seus moradores. Apesar do pouco risco é melhor prevenir com para-raios e evitar os telefones nas horas de descargas.

Bônus Demográfico é o Futuro

A taxa de crescimento da população brasileira está decrescendo. O IBGE estima que em 2040 a população começará a decrescer em termos absolutos. Hoje a população em condições de trabalhar e produzir é maior que o número de crianças, adolescente, idosos e outros que não podem trabalhar. Mas à medida que a população for envelhecendo e se reduzir à parcela da população jovem, o percentual de pessoas em idade produtiva irá se reduzir paulatinamente.

As estatísticas nos mostram que a população residente no campo vem reduzindo proporcionalmente e hoje temos 15,65 % da população na zona rural e 84,35% vivendo nas cidades. Isto significa que as migrações do campo para a cidade vão perder força até estabilizar. Com a redução das migrações e do crescimento populacional, a demanda por habitação, escolas, demais equipamentos e serviços urbanos irá diminuir.

Temos, com base nos estudos demográficos, três décadas para equipar as cidades com infraestrutura, saneamento, equipamentos urbanos, sistemas de transportes e outras melhorias indispensáveis à vida digna.

A situação atual do país, com crescimento da economia e integração das populações ao processo produtivo, somada à perspectiva aberta pelo pré-sal permitem vislumbrar a possibilidade de implementar uma estrutura produtiva que atenda às necessidades da população mesmo quando vier a reduzir a parcela envolvida no processo produtivo.

O Distrito Federal, vítima de décadas de desmandos e descontrole administrativo, deve repensar o futuro a partir de planejamento com base em estudos e projeções de médio e longo prazo. Diariamente são anunciadas medidas pontuais na saúde, na educação, transportes, ocupação do solo etc.

É tempo de retomar a discussão das questões importantes para a cidade, de modo a prepará-la para este futuro não tão distante. Assim o fazendo poderemos chegar aos anos de crescimento zero com uma cidade equipada, funcional e agradável de se viver.

Trabalho e Renda para Pessoas com Deficiência

Oportunidades de trabalho e renda para pessoas com deficiência é o motivo da Jornada de Negócios Inclusivos no próximo sábado, dia 18 de junho, a partir das 9 horas no Centro de Ensino Especial 01 de Brasília, localizado na Quadra 912 Sul. Evento realizado pela Ecosol Base Brasília em parceria com o Governo de Distrito Federal, SEBRAE, SESCOOP, OCDF e Cooservcred, destina-se a organizações de pessoas com deficiência e profissionais interessados na questão da acessibilidade, reabilitação e inclusão social.

A Jornada de Negócios Inclusivos, de caráter preparatório, é o primeiro evento do 1º Salão de Negócios da Acessibilidade Reabilitação e Inclusão Social, cuja exposição de produtos e serviços de natureza inclusiva, com ações simultâneas: cursos, oficinas, show cultural e rodadas de negócios, serão realizados em novembro deste ano no Centro de Convenções Ulisses Guimarães (Brasília), com expositores locais e de âmbito nacional.

O Censo de 2000 identificou que 14,5% da população brasileira é portadora de alguma deficiência. O Distrito Federal aparece com o índice de 13,44% da população com alguma deficiência. As localidades de menor incidência são: Cruzeiro (8,32%); Lago Sul (9,44%); Lago Norte (9.54%); com maior: Gama (15,05%); Candangolândia (15,62%) e Santa Maria (15.68%). Esses dados resultam de pesquisa realizada em 2003 pelo Centro de Políticas Sociais do IBRE/FGV em parceria com a Fundação Banco do Brasil.

A inclusão social é, na verdade, uma medida de ordem econômica e social, uma vez que a pessoa com deficiência pode tonar-se participante no processo produtivo e na sociedade. A inclusão de pessoa com deficiência no mercado não apenas de consumo, mas de geração de renda, não pode ser considerada uma ação isolada. Esta questão remete a uma discussão ampla que envolve os atores públicos e instituições privadas.

Este evento é uma providência para estimular a inserção deste segmento no mercado. Permitirá também o acesso aos produtos, serviços e tecnologias destinados a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência.

Consignado Reduz Endividamento

Esta semana foi aberta com a discussão do aumento da inadimplência. O não pagamento nas datas de vencimento impõe, por parte das organizações financeiras, o aumento das reservas para cobertura de possíveis prejuízos. O aumento da inadimplência implica, por conseqüência, no aumento da taxa de risco e no custo maior do dinheiro.

O nível de endividamento dos brasileiros, em geral, é baixo quando comparado com o de outros povos. Aqui o endividamento beira os 40% do PIB, índice bem menor que aquele encontrado nos países de maior renda. Entretanto, o endividamento dos servidores públicos e dos pensionistas vem crescendo e não são raros os casos em que os pagamentos mensais superam em muito a capacidade de pagamento destas pessoas.

Essa situação é às vezes atribuída à facilidade de obtenção do crédito consignado. A garantia do recebimento das parcelas de financiamento levam as organizações financeiras a atuarem agressivamente na oferta de créditos que vão a prazo de até 60 meses. As taxas de juros são as menores, pois não há risco de inadimplência. Esta lógica é quebrada quando há o monopólio nos empréstimos e na conta pagamento.

O monopólio do consignado submete o assalariado a um único emprestador e este, então, impõe a taxa que quer, elevando os custos das prestações. A conta pagamento exclusiva em um determinado banco, garante a este a possibilidade de descontar seus créditos ao final de cada mês sem risco, o que lhes permite oferecer cartões de crédito e cheques especiais, estes sim com juros exorbitantes e que escapam ao limite imposto pelo Regime Jurídico Único levando o endividamento do servidor a níveis insustentáveis.

A exclusividade nas operações de empréstimos consignados foi vedada pelo Banco Central em 14 de Janeiro de 2011 através da Carta Circular 3.522. Em abril deste ano o Ministro Ari Pargendler, Presidente do STJ, negou ao Governo do Pará a manutenção de exclusividade nas operações de crédito consignado aos servidores daquele estado. Por tudo isso, não é correto o Distrito Federal manter a exclusividade em prejuízo do servidor.