Após cada feriado prolongado somos postos diante das mortes nas estradas. Os acidentes não ocorrem apenas naqueles períodos. Durante o ano inteiro são noticiados acidentes graves, tanto nas rodovias federais quanto nas estaduais ou municipais.

As causas alegadas são, na sua maioria, identificadas como imprudência dos condutores. Ultrapassagem em locais sem visibilidade, curvas e lombadas, manobras arriscadas, direção sob o efeito de álcool. Em outros casos os acidentes decorrem das más condições dos veículos.

Os acidentes ocorrem, na sua maioria em pontos identificados pelos especialistas. Muitos estão na saída ou chegada das grandes metrópoles. Nestes locais é freqüente a interferência do trafego local e da rodovia. Neste último as velocidades são maiores e o volume de trafego mais intenso. Deste choque resultam acidentes quase sempre com graves conseqüências.

Outros pontos de acidentes freqüentes estão nas vias de utilização intensa e que dispõem de apenas uma pista de mão dupla. Muitas delas têm curvas fechadas, pistas escorregadias, dificuldade de ultrapassagem formando filas entre ou atrás de caminhões lentos.

Não creio que o estado tivesse policiais para fiscalizar permanentemente estas vias. Mas é possível pensar que durantes esses períodos em que motoristas de cidades vão às estradas houvesse fiscalização ostensiva naqueles trechos conhecidos de elevados índices de acidentes. Também seria de se esperar que os gestores das rodovias providenciassem as melhorias das vias naqueles trechos de maior índice de acidentes. Os custos das obras de prevenção nos trechos conhecidos não seriam assim tão grandes, se considerarmos a economia com as despesas hospitalares os custos seriam auto financiados, se considerarmos as vidas perdidas a cada ano o custo seria menor ainda.