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Monthly Archives: novembro 2010

Sinalização em Águas Claras

Brasília é conhecida por sua forma diferenciada de dar nomes aos logradouros. Em Águas Claras temos uma mescla maior de endereços. Ali misturam os conceitos de quadras, ruas, lotes, blocos. Também estão presentes as orientações geográficas de norte, sul, leste, oeste.

As Avenidas levam nomes de arvores, quase sempre observando as regiões de sua ocorrência. Assim a principal avenida do setor norte tem o nome “Avenida das Castanheiras”. No lado sul a principal é denominada “Avenida das Araucárias. Esse critério não é rígido, no lado sul há uma “Avenida Flamboyant”, arvore exótica originária de Madagascar.

As vias menores, de acesso aos lotes ou de ligação entre avenidas, são denominadas ruas. Mas isto também não é definitivo, há ligações com outras denominações. As ruas, quando numeradas, repetem os números no setor norte e no setor sul. Há uma rua sete no setor norte e outra no setor sul e assim por diante. As praças, em geral, recebem nomes de pássaros.

Há uma regulamentação do Denatran a respeito das sinalizações. São regulamentadas as formas circulares, quadradas, retangulares, também as cores, os tamanhos das placas e das letras. Essas dimensões resultam de estudos para identificar que tamanho as placas e as letras devem ter para permitir que alguém trafegando na velocidade da via, 40 Km/h, possa lê-las sem precisar parar. As cores resultam de convenção e são padronizadas para todo o país.

As placas colocadas nas vias de Águas Claras têm as letras muito menores que o padrão estabelecido pelo Denatran que é de 12 centímetros de altura. Em uma única placa foram postos os nomes de várias ruas, e isso ocorre na maioria delas. O texto fica diminuto e de difícil leitura. Só mesmo parando o carro para conseguir ler. Foi um grande ganho ter as placas. Agora será um ganho maior tê-las de acordo com as normas.

Só Drogas e Insegurança

– Me dá um trocado.

– Agora não o tenho, quem sabe na volta.

Assim fui abordado por um casal, ao descer as escadas em direção a Praça do Povo, que fica atrás do Conic. Estavam sentados sob uma árvore em um degrau da escada. O homem era branco, aparentando uns trinta anos. A mulher era morena, talvez um pouco mais jovem. Aparentavam estar sadios. Eram dez horas da manhã e eles pareciam não ter ocupação.

Trajavam roupas sujas e aparentavam não tomar banho há algum tempo.

Poucos segundos depois, assim que terminei de descer as escadas, ouvi um tumulto. O homem que anteriormente estava sentado nas escadas trocava socos com outro, que trajava roupa limpa. A mulher, aos gritos, tentava ajudar o companheiro. Apareceu outro homem, ele retirou uma faca de sua mochila e disse ao homem de roupa limpa:

– Não toca nele!

Ameaçando e dirigindo-se ao homem com o qual brigava, o sujeito de roupa limpa se afastou e saiu aos gritos:

-Eu vou te matar! Eu vou te matar!

Este é um cenário constante naquela área que está cheia de mendigos, meninos de rua e usuários de drogas. Quem passa pelo local fica exposto a abordagens e a ameaças.

Há algum tempo atrás, o prédio do Touring Club foi ocupado pelas policias civil e militar. Pretendia-se coibir a presença de usuários de drogas e população de rua naquelas imediações. Serviu para afastá-los. Saíram de lá e ficaram um tempo perto do antigo prédio da Telebrasília. Atualmente perambulam nas imediações do Conic, entre a Praça dos

Aposentados e um ponto de táxi, nas proximidades, não assumido pelos taxistas. Estão a duzentos metros do prédio do Touring. O prédio do Touring não foi entregue à cultura e os usuários de drogas continuam rondando o local. Não há políticas nem para os usuários de drogas, nem para a cultura, nem para a segurança pública.