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A Cidade e sua Vivência
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Monthly Archives: novembro 2009

Cinema é Renda, Emprego e Cultura

Neste domingo, 22 de novembro, foram apresentados às 15,00 horas, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional, parte dos filmes selecionados para a Mostra Digital Competitiva do 42º Festival de Cinema de Brasília. Os demais filmes da Mostra Digital foram apresentados às 15,30 horas no Centro Cultural Banco do Brasil. Os filmes digitais são a porta de entrada para os novos diretores de cinema. Os custos financeiros destas obras são baixos. Os filmes apresentados no domingo, segundo seus produtores, custaram entre R$ 350,00 e R$ 15.000,00. O primeiro não pagou a nenhumas das pessoas que trabalharam em sua produção e o último gastou 80 por cento da verba com pessoal e o restante com outras despesas.

A indústria cinematográfica tem repercussão muito além do próprio processo produtivo.

Durante a produção dos filmes ela envolve profissionais com formação em áreas diversas, como maquinista, iluminador, eletricista, cenarista, continuista, figurinista, maquiador, fotógrafo, ator, montador, diretor, produtor, assistente, roteirista e outros, dependendo da complexidade do filme. São muitas pessoas empregadas para produzir e outras tantas para distribuir, exibir, manter as salas de exibição etc.

É comum encontrar pessoas acostumadas aos filmes Hollywoodianos dizendo que os filmes nacionais não atendem as suas expectativas. Os planos, as cores, o enquadramento, tudo reflete uma forma de ver o mundo. Estes consideram a produção nacional como de segunda. Estão condicionados a ver o cinema com os olhos de Hollywood. Reeducar o brasileiro a se ver nas telonas ou nos filmes da TV é tão importante quanto gerar empregos na indústria cinematográfica.

O governo local tem procurado incentivar de muitas formas a geração de empregos. A forma mais identificável é o PRÓ-DF que distribui lotes, oferece recursos subsidiados e isenções fiscais por entender que assim estará aumentando a oferta de empregos. A indústria cinematográfica, não poluente, produz maior número de empregos por real investido. A fixação de Brasília como um pólo produtor de cinema no Brasil, assim como queria o Governador José Aparecido, irá acontecer se for fortemente apoiada pelo governo local.

A produção de curtas em vídeo é a forma barata de formar profissionais e identificar talentos. Os curtas em película e os longas irão confirmar aqueles profissionais e levá-los ao mercado. Assim um dia poderemos ter uma Brasiliawood a exemplo do Bollywood da Índia.

Em Tempo: Agradeço ao Professor de Educação Física Rafael Porto pelas informações dadas para o artigo “Energia das Academias para o Meio Ambiente”.

As Passagens Subterrâneas a Necessitam de Reparos

Tempos em tempos alguma autoridade vem a público apresentar projetos para as passagens subterrâneas. Nova iluminação, segurança e inúmeras melhorias. Essas propostas coincidem com algum incidente envolvendo pedestre que, por variados motivos preferiu cruzar o Eixo Rodoviário onde não há faixa de pedestre ou semáforo que possa protegê-lo.

Ao se expor aos perigos da travessia o pedestre denuncia o receio de usar a passagem subterrânea construída especialmente para sua proteção. Afinal elas permitem o cruzamento da via sem contato com o veiculo. Mas ainda assim muitas são as vitimas do tráfego de veículos, especialmente à noite quando a visibilidade dos condutores é comprometida.

Por mais de uma oportunidade autoridades tentaram coibir o cruzamento do Eixão por pedestres. Foi apresentada como solução a construção de barreiras com cercas, muretas e outros obstáculos que os impedisse de atravessar a via de tão alto risco. As razões pelas quais o pedestre não utiliza as passagens são várias. As passagens estão seriamente danificadas. Os pisos esburacados e as grelhas coletoras de águas pluviais estão quebradas com sério perigo de tombo ou danos pela possibilidade de cair nelas.

As paredes perderam seu revestimento. O revestimento original era de material de boa qualidade, cerâmica vitrificada. Entretanto a argamassa de assentamento não aderiu ao material cerâmico e o revestimento se desprende em grandes placas, naturalmente ou por ação de vândalos que o arrancam para ali apor a sua assinatura.

A iluminação foi destruída. Não há mais lâmpadas e mesmo as luminárias metálicas já não se prestam a seus objetivos. Em certo momento essa iluminação foi protegida por gaiolas de ferro e telas e ainda assim os inimigos do bem público arrancaram as gaiolas e depedraram as luminárias.

A situação da Asa Sul difere da Asa Norte. A Galeria dos Estados, que liga o SCS ao SBS e que abriga lojas que funcionam todo o dia é intensamente utilizada. Á noite ela é evitada. Há, em algumas quadras, as estações do Metrô com passagens em boas condições.

Entretanto aquelas passagens distam umas das outras mais do que os pedestres estão dispostos a andar. Entre o SCN e o SBN não há passagem alguma. Órgão do Governo se apropriaram das galerias e não foi construída passsagem sob o Eixão naquela localidade.

É tempo de voltar a pensar nas passagens subterrâneas, recuperá-las e buscar formas de coibir o vandalismo. Ainda que seja para evitar um único acidente já vale a pena, e não ocorre apenas um a cada ano.

Recuperar as passarelas e convencer seus usuários de que podem utilizá-las sem sobressalto seria a melhor forma de garantir seu uso. Para isso é necessário restaurá-las. Garantir a presença de mecanismos de monitoramento constante com câmeras e a presença imediata de policiais sempre que ocorra qualquer incidente ou que haja o risco de vir a ocorrer.

Energia das Academias par o Meio Ambiente

Brasília é uma cidade de academias de ginástica. Muitas pessoas praticam exercícios. Em verdade seria difícil dizer se aqui o numero de praticantes é maior que em outras cidades, mas pode-se dizer que o percentual de praticante é significativo. Algumas pessoas o fazem por exigência de saúde, outras por vaidade e estética e muitas pelo prazer proporcionado durante e após a prática. Quase todos afirmam que dormem melhor quando fazem exercício.

Segundo estimativas de profissionais da área, 2 por cento da população pratica regularmente exercícios em academias de ginástica. Considerando que Brasília tem uma população de aproximadamente 2 milhões de habitantes, pode-se concluir que 40 mil pessoas praticam exercícios regularmente. Ainda segundo aqueles profissionais, a média de esforço despedido corresponde a 400 Kcalorias diárias.

Os exercícios são executados, em geral com o esforço em bicicletas, caminhadas em esteiras, levantamento de pesos e outros movimentos que implicam em esforço. Mais recentemente as maquinas e equipamentos vêm sendo aperfeiçoados e modo a se adaptarem aos usuários, mas ainda são maquinas reguladas por pesos, pesos feitos de ferro.

Pois bem, imaginemos que as maquinas das academias de ginástica tivessem geradores que pudessem ter sua carga calibrada de modo que aqueles que quisessem praticar com menor esforço a pudessem regulá-las a seu gosto ou força, mas que todas elas produzissem energia. Considerando que 40 mil pessoas praticam exercícios e que elas utilizam 400 kcal temos um total de 16 milhões de Kcal decorrentes dessa pratica.

Considerando ainda que uma caloria corresponda a 4,184 joules e que 1 joule/seg. é igual a 1 watt temos que essas pessoas praticando ginástica produziriam 66,944 milhões KWs ou 18,5955 megaWh diariamente. Isso representa 371,9111 megaWh mensalmente, se considerarmos 20 dias de treinamento por mês. Uma energia considerável levando-se em conta que a potencia instalada na geradora da Barragem do Paranoá é de 25 megaWh.

Uma residência modesta consome cerca de 100 kWh ao mês. Um apartamento de alto padrão, com todos os possíveis equipamentos eletroeletrônicos consome até 400 KWh ao mês. A média de consumo domiciliar obtida com os dados acima é de 250 KWh ao mês. A partir dos números de consumo residencial, o esforço despendido pelos atletas nas academias, daria para abastecer 1487 residências o que equivale a atender às demandas de energia elétrica de 5.950 pessoas, levando-se em conta que cada domicílio abriga quatro moradores.

Aproveitando esse potencial, teríamos a energia produzida pelas primeiras academias ecológicas do país (quiçá mundo), contribuindo para a redução do consumo e produzindo energia limpa, movida apenas pelo suor dos atletas.

Agradecimentos: Patrícia Soares Morales (mestre em Física) e Natacha Carvalho F. Santos (PHD em Química)

Táxi com Cara Nova

Os táxis de Brasília receberão duas faixas, uma verde e outra amarela. Elas circundarão o carro passando sobre a tampa do motor. Nas laterais ficarão ao longo das portas um pouco abaixo dos vidros e ao fundo acompanharão o porta-malas.

Isso permitirá a fácil identificação dos táxis e vem se somar as outras medidas quanto à cor. Os carros deverão ser branco, cinza ou prata. Predomina a cor prata.

Essa prática de definição de uma cor chamativa para os táxis é comum nas principais cidades de todo o mundo. Em algumas cidades os táxis usam modelos específicos de carros. Alguns contam com separação entre passageiros e motorista, oferecendo privacidade aos usuários e segurança aos condutores.

Nos últimos vinte anos vimos a frota envelhecer, carros com mais de dez anos circulando livremente. Veículos com duas portas, sem manutenção, sem espaço para bagagem eram utilizados até mesmo no aeroporto. Os profissionais deixaram de ser controlados pelo serviço de permissões. Os carros na sua maioria são dirigidos por locatários de placas. Em tese os permissionários, detentores das placas, teriam sido selecionados.

Os governos federal e local oferecem já há algum tempo vantagens fiscais para os permissionários. Eles podem comprar seus carros com isenção de IPI e de outros tributos o que reduz em até 30 por cento o preço de compra. Entretanto, como quem efetivamente circula são os profissionais que alugam as placas dos permissionários, estes deixam de se valer do beneficio. Esses taxistas alegam que além de não ter o beneficio da isenção fiscal ainda são penalizados com a pintura das faixas, pois ao pintar o carro ficam com o ônus de repintá-lo quando o veiculo por algum motivo deixar de circular.

A definição das cores dos veículos, o limite de idade dos que podem circular, a indumentária dos condutores são ganhos significativos para os usuários desse serviço público. Mas há que se regular a questão das permissões. O atual modelo com permissionários que as alugam não serve aos profissionais que efetivamente trabalham nem aos usuários. As permissões deveriam ser objeto de licitação de tempos em tempos com preferência para os profissionais que efetivamente trabalhem como taxista. Também deveria ser proibido o emplacamento de veiculo que não fosse de propriedade do permissionários. Isso evitaria que pessoas acumulassem placas para o seu aluguel.

É comum nas grandes cidades a existência e empresas e cooperativas de táxi. Menos entre nós. Os passageiros que chegam aos aeroportos em geral optam por táxis de cooperativas por ter o conforto de pagar a viagem antecipadamente e não correr o risco de ser ludibriado. As cooperativas dão ainda a segurança de estar o passageiro com um profissional que é conhecido e que presta contas a alguém.