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A Cidade e sua Vivência
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Monthly Archives: julho 2009

O trânsito e o computador

Um amigo propôs que as nossas reuniões de trabalho fossem feitas via computador, utilizando os recursos de teleconferência da WEB. Ele argumentou que com o trânsito dificultado perde-se muito tempo no deslocamento de um lugar para outro e a jornada de trabalho fica reduzida e a produtividade conseqüentemente prejudicada.

O Governo Federal Digitalizado

O Governo Federal já introduziu há algum tempo a prática de digitalizar os processos em todos os seus passos, admitindo a inclusão de documentos produzidos via scanner e autenticados pelo servidor a partir de sua assinatura digital. As análises, que antes eram feitas pelo manuseio daqueles calhamaços empoeirados de papel, agora são realizadas pela avaliação dos documentos enviados pela internet, economizando tempo e recursos de todas as partes.

O Judiciário e a Lei 11.419

O poder judiciário a partir de 2006, com o advento da Lei 11.419, de 19 de dezembro de 2006, que dispõe sobre a informatização do processo judicial, passou a utilizar o meio digital. Isso economiza tempo de tramitação e de movimentação de documentos. Permite o acesso remoto aos documentos e despachos nos processos, evita deslocamentos e visitas ao fórum. Enfim, economiza tempo e recursos dos envolvidos nas questões em apreciação pelo judiciário.

Ainda que assim seja hoje, as pessoas continuam indo e vindo aos locais de trabalho com despesas de deslocamento, congestionamento das vias e desgaste emocional, além do dispêndio de tempo que poderia ser utilizado para atividades mais prazerosas ou mais produtivas. É verdade que algumas atividades não foram ainda automatizadas ou são mais bem desempenhadas por pessoas e estas somente poderão desenvolvê-las em locais determinados.

Transito Desafogado

O trânsito seria desafogado se os servidores públicos responsáveis pela avaliação de processos e pela elaboração de relatórios pudessem desempenhar suas atividades fora dos prédios públicos. É bem verdade que a interação e a troca de experiências entre aqueles servidores são fundamentais para a formação de entendimento sobre os diversos assuntos tratados, daí porque a metade dos servidores poderia se deslocar em um expediente para a sede da repartição e o outro expediente seria preenchido pela outra metade. No tempo restante eles receberiam tarefas especificas a serem desenvolvidas fora das repartições. Os servidores poderiam trabalhar em suas residências ou em parques ou em qualquer lugar onde seus computadores portáteis fossem conectados à rede governamental.

A cidade ficaria mais agradável, os custos de deslocamentos seriam menores, a poluição seria reduzida. Uma forma mais econômica, em melhor consonância com o meio ambiente e coetânea com o desenvolvimento digital.

Faltam hotéis para a Copa

O Congresso Nacional está apreciando um projeto de interesse dos vereadores. Eles se reuniram em abril passado, em Brasília, para fazer lobby junto aos deputados e senadores na defesa de seu interesse. Isso foi o suficiente para que um especialista chamado a dar treinamento a um grupo de empresas não encontrasse vaga em nenhum hotel da cidade. Valeu-se de uma rede de acomodações não convencionais.

A Copa

A cidade foi escolhida para sediar parte dos jogos da Copa do Mundo de Futebol em 2014. Todo o empenho de trazer para Brasília parte dos jogos, funda-se no entendimento de que a realização desse evento aqui trará muitos turistas e divulgará a cidade como destino turístico para todo o planeta. O turismo seria uma vocação natural desta cidade moderna e única, representante do maior conjunto de arquitetura moderna em todo o mundo.

A rede hoteleira

Durante o processo de escolha das cidades sede da copa, Brasília apresentou como uma de suas vantagens a existência de 18 mil leitos conforme publicado a época. Também foi dito que seriam necessários mais 18 mil leitos para acomodar os torcedores. Neste ponto cabem preocupações quanto a possibilidade de fazê-lo sem que se torne necessária a adoção de medidas enérgicas (e urgentes!) para garantir a viabilização daquele propósito.

Hotéis e escritórios

As áreas dos Setores Hoteleiros Norte e Sul estão muito perto de se esgotarem. Restam poucos terrenos. Boa parte deles vem sendo ocupados com escritórios ou residências definitivas. As áreas da orla do lago, que se destinariam a hotéis, também vêm sendo ocupadas com moradias. Pode-se afirmar com segurança, mesmo sem um levantamento acurado das áreas disponíveis, que não há possibilidade de dobrar a oferta de leitos para receber os torcedores levando-se em conta apenas os terrenos destinados especificamente àquela atividade.

O que fazer?

A primeira providência governamental seria a proibição de licenciamento de edificações para qualquer outra atividade nos setores hoteleiros Norte e Sul, bem como na orla do lago. Os interesses da coletividade, criar empregos com o turismo, não devem ser sobrepujados pela expectativa de lucro imediato aos especuladores imobiliários assim como os compromissos assumidos, receber os turistas de todos os cantos, não devem ser negligenciados. A segunda providencia, após um levantamento acurado que com certeza irá indicar a necessidade de indicação de novas áreas destinadas a hotelaria, quantificar o déficit de área para a demanda estimada e indicar os possíveis locais de locação dos novos hotéis.